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11月20日 I have a dream…
Discurso realizado em 28 de agosto de 1963, em Washington, EUA, no Lincoln Memorial - "I have a dream""Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande estadunidense, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade estadunidense e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo estadunidense seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de vocês vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de vocês vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Vocês são os veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livres. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se os Estados Unidos é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:
Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal." 11月15日 música / Elvis PresleyFio de cabelo de Elvis Presley é vendido por R$ 3 mil Da EFE Um fio de cabelo de Elvis Presley recolhido nos Estados Unidos por seu cabeleireiro particular foi leiloado por mil libras - cerca de R$ 3 mil - neste sábado (14). A casa de leilões Henry Aldbridge and Son, localizada no condado de Wiltshire, arrecadou muito mais do que o esperado ao conseguir vender o fio de cabelo bem acima do preço estimado de entre 150 e 250 libras (entre US$ 250 e US$ 417). O fio foi emoldurado junto a uma fotografia do "rei do rock" e possui um certificado de autenticidade. Segundo os leiloeiros, o fio de cabelo foi adquirido inicialmente em setembro de 2002 das mãos de Thomas Morgan, que trabalhava no escritório do xerife do condado de Shelby, nos Estados Unidos, e conheceu Elvis pessoalmente. Morgan recebeu o fio de cabelo de Homer Gill Gilleland, barbeiro de Elvis por 20 anos. Gilleland costumava acompanhar o cantor em suas excursões e se encarregava de tingir e cortar seu cabelo. Aparentemente, o cabeleireiro conservou uma grande quantidade de fios de cabelo de Elvis em uma bolsa de plástico até a morte do artista, em 1977. Após o falecimento, Gilleland começou a vender os fios em uma loja de lembranças próxima à mansão de Graceland, em Memphis (EUA), onde Elvis morou. Fonte: G1 11月14日 Eu queroooo! Linha fofa de beleza!!!!Alguém aí mora nas redondezas do Reúno Unido para fazer um pedido para moi? É que a Pupa Cosméticos, uma marca de beleza italiana fez uma linha de produtos super fofa para meninas. Além da linha de make, tem a de banho e pele, protetores solares e perfumes. Olha só que coisa linda! Os produtos estão disponíveis só no Reino Unido No site FabSugar tem mais fotos e informações.
Fonte: fashiongir 11月13日 Só podia ser tuailaite…Tuailaite sempre com a seu bom humor relacionado as noticias do cast da saga. Confira o post da do Carmo:
TÃO SE PEGANDO, TÃ NÃ NÃ, TÃO SE PEGANDO, TÃ NÃ NÃ! *bate palminhas feito Belinha de toma lá dá cá* HAHAHAHA hilário, mas será que eles estão? Oô Fonte: Tuailaite 11月12日 música / AerosmithNo palco com Joe Perry, Steven Tyler nega saída do Aerosmith O vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, se juntou a Joe Perry durante apresentação em Nova York para esclarecer o futuro da tradicional banda de rock. "Nova York, quero que você saiba que não estou deixando o Aerosmith", disse Tyler a fãs em uma aparição surpresa na terça-feira (10) à noite, durante show do projeto solo de Perry, informou o site da "NME". Tyler, de 61 anos, e Perry, seu parceiro por 40 anos, cantaram uma versão de "Walk this way", um dos clássicos do Aerosmith. O futuro do grupo é incerto desde que uma turnê pela América do Norte foi reduzida após a queda de Tyler no palco, e relações entre Perry e Tyler terem esfriado com mensagens duras no Twitter e dúvidas sobre a permanência de Tyler na banda. Tyler disse ao site de celebridades "TMZ" após a apresentação de terça-feira que "há absolutamente nenhuma validade o rumor de que o Aerosmith está se separando". Sobre a presença de Tyler em seu show, Perry disse: "ele não poderia ficar de longe". Perguntado sobre os rumores de desmanche do grupo, Perry disse ao "TMZ": "Nada disso é verdade". Fonte: G1 10月29日 / cinema / Heath LedgerÚltimo videoclipe dirigido por Heath Ledger chega à internet O último videoclipe dirigido por Heath Ledger antes de sua morte chegou ao site YouTube esta semana. O vídeo, de três minutos e meio, traz a música "Cause an effect", do rapper britânico No Fixed Abode. O filme foi produzido por Ledger com uma única câmera, em sua garagem, em Sidney, na Austrália, antes de aparecer como o Coringa em "Batman - Cavaleiro das trevas", em 2008. Anteriormente, o ator havia criado videoclipes para a banda de rock Modest Mouse e para o guitarrista Ben Drake. Heath Ledger morreu em janeiro de 2008, vítima de uma overdose acidental de medicamentos. Fonte: G1
10月26日 Calcinha Do Edward Cullen
Gzuis! O que mais falta ser feito? Agora tem até calcinha do Edward. “Como diz Belle: espanta namorados. Realmente, aja imaginação meu povo rs.” imagem do modelo “absorvente embutido”.
vi no forforks. Comentem?
10月1日 O vazamento da prova do ENEMPor AE, Agencia Estado, Atualizado: 1/10/2009 7:33 Enem vaza e ministério anuncia cancelamento do exame O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou o Ministério da Educação a cancelar nesta madrugada a prova, que seria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame. "Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance", afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1 hora, por telefone. Na tarde de ontem o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem. O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementos repassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação. O encontro no qual o Estado viu trechos da prova aconteceu ontem à noite, na zona oeste de São Paulo. O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material na segunda-feira, de um funcionário do Inep. Afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas. "Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego", disse o homem. Ele afirmou que recebeu o material "de Brasília, de gente do Inep, do MEC (Ministério da Educação)". Disse que viu na situação a oportunidade de ganhar dinheiro. "Não tenho motivação política." Ele afirmou que procurou um advogado para orientá-lo. "Registramos em cartório cópias das provas." Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma posição sobre o pagamento dos R$ 500 mil. "Isto aqui é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por nada." Diante da negativa da reportagem, ele se impacientou. "A gente vende isto aqui até por mais dinheiro", disse, revelando a intenção de procurar emissoras de TV. Novo exame O MEC tem uma outra versão da prova do Enem pronta para substituir a que foi cancelada. A expectativa do ministério é realizar o exame em 45 dias. Como a metodologia do Enem exige que as questões sejam pré-testadas, o Inep tem um banco com cerca de 1,8 mil delas. O exame mudou este ano para funcionar como vestibular unificado nacional: 24 universidades federais tinham abolido seus processos seletivos em favor do novo Enem.
9月29日 / música / beatlesMorre a mulher que inspirou ‘Lucy in the sky with diamonds’ dos Beatles Do G1. A versão real da Lucy da música “Lucy in the sky with diamonds”, dos Beatles, morreu depois de uma longa batalha contra o lúpus.
9月15日 Morre aos 57 anos o ator Patrick Swayze =’(
A respeito do Mr. Swayze segue a notícia tirada do site G1:
O ator Patrick Swayze morreu nesta segunda-feira (14), aos 57 anos, após uma batalha de quase dois anos contra um câncer no pâncreas. Sua assessora de imprensa, Annet Wolf, confirmou a morte do ator de "Dirty dancing" e "Ghost" e disse que ele estava ao lado da família. "Patrick Swayze descansou em paz hoje [segunda, 14], com sua família a seu lado, após encarar os desafios da doença durante os últimos 20 meses", disse Wolf, em comunicado.
9月12日 Crepusculinho 80Para quem conhece a galera do crespulinho:
fanfic: Historinhas de Ninar do Tio Emmett: Cinderbella [3]Historinhas de Ninar do Tio Emmett: Cinderbella A Julyte volta com mais uma hilariante Historinha de ninar do Tio Emmet. Desta vez o monkey man conta sobre Cinderbella.
fanfic: Historinhas de ninar do Tio Emmett [2]Historinhas de ninar do Tio Emmett: A Bela de Neve Saudades de tirar uma sonequinha enquanto o Tio Emmet te conta uma historinha?
9月5日 fanfic: Historinha de ninar do Tio Emmett: A Bela AdormecidaHistorinha de ninar do Tio Emmett: A Bela Adormecida Segue uma divertida histórinha de ninar do Tio Emmett: A Bella Adormecida, escrita pela Julyte - Tio Emmett, tio Emmett. – Nessie veio correndo até a mim. – Adivinha o que eu ganhei do vovô Charlie? - Parente errado, Monstrinha. – eu disse a ela. – Quem adivinha as coisas é “Mãe Alice”. - Mãe quem? – ela perguntou. - Esquece. Mas, me diga o que você ganhou? - Hum… Vou dar dicas. – ela sorriu, com as mãozinhas atrás de suas costas. – É bonito… - Um pônei? - Não! É colorido… - Um arco-íris? - Não. É quadrado… - Seu pai? – eu perguntei. Ela me olhou com reprovação. Mas fazer o quê? Quadrado, antiquado, “out”, todos estes eram sinônimos para o meu irmãozinho, Edward Cullen. – Não sei o que é, então. - Não! – ela disse, em sua doce voz fininha, me reprimindo. – E nos leva a ooooutro mundo. – ela concluiu. Meus olhos brilharam - O guarda-roupa de Nárnia? - Não. Ai, titio… É um livro. A Bela Adormecida. - Aaaah… Um livro… – Que coisa chata. Ninguém mais dá brinquedo às crianças? – Quer que eu leia pra você? - Não. Eu quero ler pra você! – ela disse. Exibida, eu pensei… Só podia ser filha de Edward. - Eu ouvi isso. – Edward gritou de algum lugar da casa. – Lembre-se, você está sob regime semi aberto, Emmett. – ele me lembrou. Desde o episódio da última história de dormir à Nessie, ele tem se comportado dessa forma. Demorou duas semanas para que ele me devolvesse o resto do corpo… Agora está assim. Vai ficar de olho até ter certeza que não vou influenciar negativamente a garota. Como se as outras companhias não fizessem mal a ela. Fala sério… Aos cuidados de Alice, a garota será uma patricinha fútil que vai torrar nossa fortuna com roupas, sapatos e bebida. Ele não se queixe quando as fotos dela aparecerem pela internet de lingerie e começar um reality show com Paris Hilton. Aos cuidados de Jasper, ela se transformará numa eterna suicida frustrada por não conseguir se matar, então vai ficar pelos cantos choramingando as dores do mundo ouvindo Simple Plan. Pintará seu cabelo de preto, vai chamá-lo de “Papuxo” e andará com uma lágrima desenhada no rosto… Sinistro. Aos cuidados de Esme a menina vai virar uma daquelas pessoas compulsivas por limpeza e mania de perfeição. Vai morar dentro de uma bolha para que as bactérias e germes do ambiente não influenciem na sua respiração e ainda vai brigar com quem estiver fora dela por ter mudado o objeto meio milímetro de lugar. Aos cuidados de Carlisle, eu prefiro não falar, pois ele paga todas as minhas contas. Aos cuidados de Rose… Bem… Acho que uma Rose no mundo já é mais que o suficiente. Afinal, já temos El Niño, La Niña, Terremotos, Furacões e outros desastres naturais. Fora que pouco tempo com Rose, a menina já é chantagista, imagine se fosse criada por ela… Prefiro nem pensar. Aos cuidados da mãe ela vai se tornar uma menina submissa ao namorado que fará todas as vontades dele. Depois se ela aparecer grávida, ele também não reclame. E ao que tudo indica, teremos um vampirinho meio humano que correrá atrás do rabo e coçará suas pulgas. Aos cuidados do cão… Pelo amor de Deus, a menina vai feder, levantar as pernas pra fazer xixi, se coçar com o pé… Sinceramente, sobre o banho de língua eu não quero nem falar. Melhor que ela fique mais tempo comigo, oras… Afinal, eu sou um tio que dá amor… Carinho… Assisto desenhos, coloco pra dormir, dou uma bazuca a ela de Natal. Mas Bella tomou. Não se tira o doce da boca de uma criança. Muito menos armas de artilharia pesada. Ela precisa aprender a se defender. Bazucas são mais eficientes que Karatê. - Então, quer ouvir a história ou não? – ela falou. - Tudo bem. – sentei no sofá. Ela sentou do meu lado e abriu o livro. - “Era uma vez, num reino distante, um rei e uma rainha que foram agraciados com uma linda filha chamada Aurora… … e então o príncipe Felipe a beijou e a despertou do sono profundo de cem anos. E todos viveram felizes para sempre. Fim”. – ela disse, fechando o livro. – E então, o que achou? - Boa… Gostei muito das fadas, da parte de espetar o dedo em um fuso de uma roca. - Mas podemos tornar isto bem melhor, não é? - Claro que sim… Que tal ouvir a história da Bella Adormecida? - Essa Bella é com dois L? – ela perguntou. - Sim. - Então eu quero. - Era uma vez, num reino distante chamado Forks, havia um rei que nas horas vagas era chefe de polícia chamado Charlie. Charlie vivia com sua esposa, a rainha Renée. Todos gostavam muito dele e todos foram chamados para comemorar o nascimento de sua pequena filha, Isabella… - É Bella! – a mesma gritou de algum lugar da casa. Caramba… Já sei de onde esta criança tirou a mania de interromper. - Tá… Bella. “Aí quando a princesa Bella nasceu, todos foram agraciá-la com presentes. Ela recebeu a visita de três fadas: Esme, Alice e Rose. A primeira a agraciá-la foi Esme: ‘Você vai ser pura de coração, não verá maldade nas pessoas e será muito feliz’. A segunda a dar o presente foi Alice. ‘Você será muito bonita e todos apreciarão a sua beleza pálida e humana.’ ‘Eu não quero dar nada a ela’, a terceira fada gritou. ‘Rose, não seja egoísta, dê um presente à menina’. Esme disse. ‘Ah bom… quem vai dar é você ou sou eu? Dê outro a ela, se você quer tanto que ela ganhe mais presentes e…’ e então, algo aconteceu.” - O quê? – ela me perguntou. - Apareceu uma bruxa… Seu nome era Leah… – eu disse, ganhando um olhar de reprovação de Nessie. – o que foi dessa vez? - Você disse que não colocaria lobos nas histórias… Por que Leah entra e Jake não? – ela perguntou. - Por que na verdade Leah é uma bruxa que se disfarça de lobo. Isso é fato! – na verdade, pensei na bruxa se chamar Victoria, mas Edward provavelmente acabaria com a minha história… - Não me convenci… Mas continue. - “Então, Leah ficou aborrecida, pois não havia sido chamada para a festa. ‘Porque eu não fui chamada aqui?’ ‘Hããã, será por que você não é bem vinda?!’ Rose disse a ela, enquanto lixava a sua unha em algum lugar no salão do castelo. A bruxa olhou para o pequeno bebê deitado no berço, chegando mais perto. ‘Sério, alguém precisa trocar as fraldas desta criança… Mas depois que eu der meu presentinho…’ ‘Até a bruxa vai dar presente, Rose, não se sente incomodada com isso?’ Alice perguntou. ‘Silêncio. Dois dias antes do seu décimo nono aniversário ela comerá uma maçã envenenada e morrerá’. Ela disse, sumindo no meio da floresta, dando uma risada maléfica.” - Maçã envenenada não é da Branca de Neve? – Nessie me perguntou. - É que era estação das maçãs envenenadas em Forks… “ ‘O que vamos fazer?’ o rei Charlie perguntou. ‘Você eu não sei, eu vou dar o fora daqui. Não agüento mais essa chuva, esse verde. Esse povo com essa mente atrasada. Vou pular de bungee jump. Fui’. A rainha Renée levantou e foi embora. ‘Não tema, Rei Charlie, Rose ainda tem um presente para dar’. Alice o confortou, olhando para Rose. Um longo minuto silencioso se fez, até que Rose levantou-se da cadeira, guardou sua lixa de unha e disse: ‘Tá… A coisinha feia que está deitada no berço vai ser extremamente desastrada, sendo que comerá a maçã envenenada, mas não morrerá… Encontrará em sua vida um destino tão ruim quanto…’ ‘Rose?’ Esme disse espantada. ‘É o quê? Agora já foi, o presente já foi dado.’ Ela disse, sentando na mesma cadeira de antes. - E agora, titio? O que acontecerá com Bella Adormecida? - Fada Alice, a sabichona, tinha um plano. ‘Se ela vier morar conosco durante um tempo em nossa casa na floresta, poderemos tomar conta dela até seus dezenove anos… Vai ser o máximo, vou poder fazer as unhas dela, trançar seus cabelos, arranjar apelidos, trocar confidências, fazer teste de revistas…’Esme pigarreou, esperando que a sua companheira se recompusesse. ‘Ah sim… Será seguro para ela. Ela vem conosco.’ ela sugeriu. Rei Charlie não recusava nada à fada Alice e concordou. Então as três fadas, contra a vontade de Rose, levaram a pequena humana para viver com elas. - Aonde? – Nessie me perguntou. - Em Nárnia… – eu disse. - Nárnia de novo? – Ela me perguntou. - Por que não, é uma boa vizinhança. – Eu disse, pensando no quanto seria agradável ter o Sr. Tumnus como vizinho… Aquelas patinhas de bode eram tão fofinhas!! E ele preparava chá com bolinhos… - Emmett, faunos não existem. – Edward gritou de algum lugar da casa. – Pare de pensar em Sr. Tumnus. Droga… Era mais legal imaginar minhas histórias sem Edward por perto… - Voltando. “Algum tempo depois, nas proximidades de Nárnia, um rei, que nas horas vagas era um médico e um vampiro vegetariano, tinha comprado uma propriedade. Seu nome era Rei Carlisle e ele tinha um filho, o príncipe Edward. Esse, por sua vez, tinha dois grandes amigos: seu fiel escudeiro, o forte e belo Emmett e seu cavalo cujo comportamento era bipolar, Jasper”… - Tio Jasper vai ser um cavalo? – Nessie me questionou. - Você prefere que ele seja uma das fadas? – eu questionei. – Não há muitos personagens nessa história, se você não reparou… E vestir Jasper de mulher com certeza não é uma imagem que eu quero pensar… - E eu também não quero ver. – Edward disse. O clima começou a ficar melancólico. Acho que Jasper ouviu que ninguém queria vê-lo vestido de mulher e se deprimiu. – Ah, cara, não fica assim… Não foi por mal, é que a gente é casado e Alice é nossa irmã… – Ouvi Edward consolando nosso querido irmão emo… - Onde eu estava antes de ser interrompido? Ah, claro… “Preocupado com o seu filho Edward, rei Carlisle promoveu um baile para que Edward conhecesse pessoas novas no reino. Todas as garotas ficaram encantadas com o grande topete bronze do príncipe, sua pele branca e seu olhar entediado, mas… Ele não havia se interessado por nenhuma. Algumas vieram dançar com ele. Mas todas dançavam bem o suficiente… Nenhuma era desastrada o bastante. O príncipe Edward logo se entediou de sua festa e resolveu ir correr pelo bosque. Sua alegria era correr, então pediu para que o seu companheiro Emmett preparasse o seu cavalo. No meio do caminho, o cavalo Jasper teve uma crise existencial e resolveu que não seguiria mais. Então, Edward deixou seu cavalo no meio do caminho com o seu belíssimo escudeiro e partiu bosque adentro. Ao chegar mais a fundo, ouviu uma voz melodiosa vinda de algum lugar da floresta… Cantava como o mais belo dos pássaros. Quando ele se aproximou, viu uma figura de longos cabelos, com pele alva que cantava junto aos animais. ‘Minha senhora, que bela voz vem de vossa graça. Posso saber o nome de tão excelente cantora? ’ ‘Meu caro senhor, me chamo Tanya e’…” - TANYA NÃO!!! – Nessie e Bella gritaram, cada uma de um lugar da casa e em total sincronia. – Não me faça ir aí, Emmett. – Bella disse. Caramba, ela estava tendo lições de estresse com Rosalie? - E se Tanya não der em cima de ninguém, indo embora rapidinho, ela pode continuar? - Talvez. – Nessie disse. - Ok. “ ‘Caro senhor, me chamo Tanya e moro longe, numa terra longínqua e fria.’ ‘Tanya, não encontrei ninguém a quem pudesse desposar, sabe onde encontraria uma donzela para que possa agradar meu pai e que seja de tal agradável companhia?’ ‘Meu caro senhor, por mais que seja demasiadamente agradável aos meus olhos e suas palavras adocem meus ouvidos, creio que a vida cuja estou habituada não me deixa ser a primeira escolha para selar este contrato. Veja, eu tenho espírito livre, e sirvo para jubilar os olhos e corações dos aldeões ao desnudar a minha cútis’. - O que ela quis dizer, tio? – Nessie me perguntou. - Que ela é uma piriguete… – Rose disse, passando pela sala, em direção da cozinha. Droga, essas palavras não se ensina a uma criança. Ouvi Edward cochichar sobre o vocabulário de Rose com Bella, mas esta não se manifestou a respeito. - Obrigada tia Rose. Tio Emmett, por mais que meu vocabulário seja mais rico que o seu, poderia falar em uma linguagem mais simplificada? - Mas é assim que seu pai queixa uma garota. Linguagem antiga e cheia de “não-me-toque”. Sua mãe ouviu tantas metáforas… Ele parecia àquele presidente brasileiro da marolinha e… - Emmett…! – Edward falou de algum lugar. - Está bem… Falarei mais claramente, tudo bem? “‘Mas sei onde poderá encontrar o que procura. No meio da floresta mora uma menina de longos cabelos castanhos, pele branca como areia, grandes olhos cor de chocolate. Seu nome eu não sei, mas é só seguir o cheiro das flores’. Disse, enquanto saia em direção à aldeia. Príncipe Edward seguiu em frente, sentindo o cheiro das flores. Ao chegar mais perto viu uma figura frágil, sentada em uma cadeira de balanço usando um vestido rodado azul com babados e All Star, lendo um livro antigo e chato”. - Meus livros não são chatos… – Bella disse. Edward riu. – Pare com isso Edward, eles não são… - Quietos vocês dois. “Aparentemente a garota estava sozinha em casa. Ao se levantar, ela caminhou alguns passos e tropeçou no cadarço. O Príncipe chegou a tempo de pegá-la, antes que caísse. ‘Você é tão frágil… Desastrada… Você é minha alma gêmea!’ A pequena e frágil criatura em seus braços não conseguiu parar de contemplar a beleza tediosa do príncipe… Seus olhos dourados, sua pele fria, branca e dura, seu mega topete, tudo nele a hipnotizava… ‘Como se chama?’ O príncipe perguntou. ‘…’ ‘Perguntei como se chama…’ ‘…’ ‘Doce criatura, perdoe-me a grosseria, mas você é surda ou é muda? COMO VOCÊ SE CHAMA’. ‘Eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu…’ A garota respondeu. O príncipe já estava um pouco impaciente. Ainda com a garota em seus braços, ele sacudiu um pouco para ver se ela estava engasgada com alguma coisa. ‘Bella’, ela finalmente disse. ‘Perdão, me sinto uma tola… Mas já deve estar acostumado com esse efeito que causa nas pessoas… ’ O príncipe pareceu confuso. ‘Então eu… deslumbro as pessoas?… Eu deslumbro você?…’”. - Emmett, por alguma motivo eu ainda não contei à minha filha a história do início do meu relacionamento com o pai dela… Por favor, eu gostaria que ela ainda não soubesse. – Bella disse, aparecendo de repente, sentando ao lado de Nessie. - Então… Nada de leões e cordeiros? – eu perguntei. - Emmett… – ela fechou o punho, olhando pra mim. - Tá… Sem leões, cordeiros, deslumbre, ilhas brasileiras com cabeceiras quebradas… – eu disse, ganhando um olhar ameaçador de Bella. – Calma, estou só averiguando… “Então o encanto foi recíproco. Bella e o príncipe decidiram se encontrar à noite, depois que as suas protetoras estivessem dormindo, para que o príncipe pudesse fazer uma serenata em homenagem à donzela. Mas aí aconteceu uma coisa improvável… Alguém apareceu. Uma figura macabra, saída das profundezas das sombras para atormentar a vida dos habitantes de Nárnia e Forks…” - Quem, tio Emmett?- Nessie perguntou. Sua carinha estava surpresa e seus olhinhos bem abertos. - Você-sabe-quem… - Lord Voldemort? - Claro que não, Nessie, era só a Rose. Nossa… Depois que você leu Harry Potter, tudo tem que girar ao redor disso. Já te disse, Harry Potter vicia, e tudo o que vicia não faz bem. Você começa a ver coisas aonde não existem… - Como o quê? - Bem… Uma vez toda a família foi à Londres para ver o local onde Carlisle nasceu. Estávamos na estação de trem e eu estava batucando com as minhas antigas baquetas. Batuquei nas paredes, nas pilastras, nos trens, em Jasper, que estava chorando, mas isso não vem ao caso… Acontece que isso irritou um pouco Edward. Então ele tomou uma delas de mim, apontando-a para mim. – eu gargalhei. – Umas cinco garotas começaram a gritar “Cedric, Cedric” na estação de trem. Nunca vi seu pai correr humanamente tão rápido… – eu ri e Bella, ainda sentada ao lado de Nessie também. - Mas, que bobas… – Nessie disse, cruzando os bracinhos. - Pois é. Como se existisse qualquer semelhança entre Edward e aquele garoto… Puff, que piada… Preocupante vai ser quando encontrarmos algum fã do Senhor dos Anéis… Alice vai ter sérios problemas… Voltando a história. “Rose chegou enfurecida, deu um olhar fulminante para Bella e entrou em casa. ‘O que houve com ela?’ Bella perguntou, vendo que Alice e Esme estavam se aproximando. ‘Estávamos nos arredores de um palácio, sete léguas depois de Andalásia, quando ela ouviu um espelho mágico falar que uma tal de Branca de Neve era a menina mais bela do reino’. Esme disse. ‘Agora nós vamos ter que controlá-la… Ela pretende ir até a casa dos anões mais tarde… Não vai ser bonito… Por falar em bonito, como foi com o príncipe Edward?’ ‘Han, ele é um príncipe? O nome dele é Edward?’ ‘Sim, e um vampiro. Você perguntou alguma coisa à ele, Bella? Ou ficou deslumbrada demais?’”. - Emmett, Emmett… – Bella falou. - Desculpe, não acontecerá de novo. “Então, Bella ficou preocupada com a responsabilidade de se relacionar com um príncipe e um vampiro. Ela saiu pela floresta em busca de refúgio para pensar, quando viu uma figura de cabelos negros e pele avermelhada. - Leah? – Nessie perguntou. - Estava pensando mais em Pocahontas, mas sim… Pode ser. A bruxa estava na floresta e fingiu ser amiga de Bella. “ ‘Qual o seu problema, minha criança?’ ‘Estou apaixonada por um príncipe e vampiro, e não tenho nada a oferecer’. ‘Se quiser, posso ajudá-la. Coma esta maçã, e você poderá tê-lo para sempre.’ ‘Não, obrigada, não gosto muito de maçãs’. ‘Coma esta pêra, então, está suculenta e tem o mesmo efeito. ’ ‘Não, não, também não sou muito fã de peras. ’ ‘Amoras? Ameixas? Melancia? Açaí? Ravióli de cogumelos?’ ‘Hum, aceito o ravióli. ’ Então, Bella deu uma garfada no ravióli e caiu deitada no chão. ’ - Então ela comeu o ravióli e passou mal? – Nessie perguntou. - Não, filha, acho que ela se engasgou. – Bella sugeriu. - Vocês não entenderam? Ele estava envenenado. – Eu disse. Caramba, era tão óbvio. Gostei de parecer mais inteligente do que Nessie, pelo menos uma vez, pra variar. - Aaaaaaah. – ela disse. – Então, continua. - A bruxa estava rindo maleficamente quando chegou outro bruxo, um pouco mais velho do que ela… - Dumbledore? – Nessie perguntou. - Sem Harry Potter, Nessie. Talvez na próxima. Não, seu nome era Samuel. - Samuel? – ela estranhou. - Sim… Samuel. Não quero intimidades com o pessoal de La Push. - Outro lobo, e Jake não? – ela perguntou. - Talvez outro dia… “‘Leah, o que você fez com essa pobre humana, pálida e desastrada?’ ‘ Nada demais, só fiz cumprir a minha profecia. E não foi fácil… Não há muitos restaurantes de comida italiana envenenada pelas redondezas… ’ ‘ Você é má, cruel e invejosa. Pra mim já chega. Vou-me embora e vou largar você.’ ‘ Como assim, não, o quê? Vai me largar? Já tem outra?’ ‘ Sim… Emily’ ‘ Minha prima? Aquela que parece ter feito figuração de O Chamado, pois o rosto dela está completamente deformado? Você não pode fazer isso comigo! Não, não, não… Samuel… Samuel…?’ ‘Vai ser como se eu nunca tivesse existiiiiiiiiido’ ele gritou de algum luar da floresta enquanto a bruxa se desintegrou. ” - Emmett… Emmett, não abuse da sorte. – Bella disse. –Edward está aqui pra supervisionar você. - E ele lá tem culpa do cara ter trocado a garota lá pela prima? Pelo menos Edward teve a decência de te deixar pra te salvar… Impressão virou desculpa de tudo… De traição, de pedofilia… E agora a gente tem que aturar o cachorro aqui… – Rose falou, aparecendo na sala. - A gente pode não tocar nesse assunto na frente de Renesmee? – Bella pediu. - Oi gente, do que vocês estão falando? Não que eu já não saiba, é claro, Emmett está contando uma historinha pra Nessie e é claro, há limitações desde a última vez que Edward resolveu… – Alice chegou, tagarelando… - CHEEEEEEGA! – uma voz fininha gritou. Renesmee, pela primeira vez em toda a sua NÃO longa existência, se exaltou. – Mas será que vocês podem fazer o favor de ficarem quietos. Todos vocês? – ela falou, colocando as pequenas mãos na cintura, franzindo a testa. – Papai, você não vai brigar com tio Emmett. Mamãe, deixa ele terminar a história. Tia Rose, nem mais um piu e tia Alice, senta aí e fica quieta. Não sei se ela fez isso por amor ou por que queria ouvir o resto da história, mas aquilo me emocionou. - Monstrinha… Monstrinha linda do titio, eu vou terminar a sua historinha. – eu disse, sentindo meus olhos brilharem mesmo sem uma gota d’água dentro do meu corpo. “O príncipe Edward então chegou até a casa, perguntando pela criatura desastrada que havia ganhado o seu coração. ‘Ah, ela foi dar uma volta na floresta, mas eu a ouvi comer um ravióli estragado e aparentemente ela morreu, fazendo cumprir a profecia da bruxa. ’ Rose disse. ‘ O quê? E Você não foi ajudá-la?’- ele quis saber. ‘ Ô brother, eu não tô boa hoje não, viu? Se bote logo fora daqui antes que eu rode a baiana na sua cara. ’ Ela disse, enquanto batia a porta na cara dele. ‘ Há um meio de consertar isso. ’ A pequena fada bisbilhoteira falou atrás dele. ‘Você pode dar um beijo nela e transformá-la em vampira assim como você ou poderá esperar 90 anos até que ela acorde’. O príncipe pensou. ‘É, vou esperar, não estou com tanta pressa assim. ’ Então o príncipe Edward durante 90 anos até que sua amada acordasse. “Passados 45 anos, seu escudeiro veio à sua procura, juntamente com o cavalo…” - 45 anos? Por que demoraram tanto? – Bella quis saber. - O cavalo empacou. – Eu respondi. - Esse tempo todo? – Bella perguntou novamente. - Bella, Renesmee é a única que deveria estar fazendo perguntas. Olha a idade dela e a sua. Você não sente vergonha disso não? – eu perguntei. - Emmett, pare de repetir o que Esme disse ontem pra você. – Alice disse, lembrando-me da conversa do dia anterior sobre por que eu não podia jogar paintball dentro de casa. - Tá bom. “Aí, o belo escudeiro viu a beleza da fada Rose e se apaixonou por ela. O cavalo, por sua vez, estava no canto, triste e melancólico quando viu a pequena fada de cabelos escuros e lisos. Uma pequena rajada de vento bateu e caiu uma mecha da franja nos olhos da fada Alice. Prontamente o cavalo se apaixonou pela pequena criatura. Fada Esme foi até ao castelo avisar ao rei Carlisle que o príncipe estava na floresta, porém nunca mais voltou. Passados 90 anos, a princesa Bella acordou. ‘Bella… Bella… Você não sabe o quanto eu esperei por você. ’” - Isso é tão clichê. – Rose disse. - Shh… Continue. – Renesmee pediu. “Então, o príncipe Edward deu um beijo em sua prometida, mas como faltavam dois dias para o aniversário da garota e ela havia ficado presa no corpo de uma pessoa de 18 anos por todos esses anos, ela prontamente se transformou em vampira. ‘Agora minha profecia está completa.’ Rose disse. ‘ Não entendo… Como isso poderia ser pior que a morte dela, como a bruxa Leah descreveu?’ Emmett, o bonitão, perguntou. ‘ Ela vai ter que aturá-lo pelo resto de sua existência. ’ Rose disse, soltando uma gargalhada maléfica. Então, todos os casais se encontraram com o rei chefe Swan, o rei Carslile e a, agora rainha, fada Esme, estavam esperando juntamente com Sr. Tumnus e todos os habitantes da floresta. Chamaram o rei das terras do norte de Nárnia, mas este não apareceu pois ele é um leão e temeu por sua vida, já que vive numa montanha e o príncipe Edward era famoso por suas caçadas à leões da montanha. Então Bella e Edward foram felizes para sempre.” - Pensei que leão da montanha fosse uma espécie… – Nessie me disse. - Sim. Mas por causa de um pequeno incidente quando o príncipe foi até a África para um safári, ele achou prudente que ficasse em casa. Foi muito difícil para o príncipe Edward causar um estouro na manada de guinus, jogar o que sobrou do leão e colocar a culpa no irmão invejoso que queria o trono. - Hum… Entendo… Bom, obrigada pela história, tio Emmett. – ela disse, me dando um beijinho. – Vamos mamãe, está na hora de caçar. - Parabéns, Emmett, dessa vez quase não cometeu deslizes. – Bella me parabenizou. Após todos me parabenizarem, eu fiquei sem ter o que fazer… Minha arma de paintball estava carregada. Esme disse que eu não podia jogar dentro de casa, mas não falou nada sobre não jogar dentro da garagem. . . . Não foi uma boa idéia ter colocado tinta para carros… Alice e Edward não gostaram de ver seus carros cheios de bolas cor-de-rosa. Meu jipe ficou adorável. Rose, então, certificou-se que eu não apertaria o gatilho da arma: ela arrancou meus dedos. Os das mãos e os dos pés, só por garantia. Então, estou eu aqui, digitando com a língua. Continuarei lendo mais livros para poder contar mais historinhas para Renesmee. Todos aqueles que a Rose trouxe eu já li, menos o da capa preta. Quem é que quer ler sobre uma menina que se apaixona por um vampiro? Como se isso realmente acontecesse na vida real. Se bem que eu acho que já li algo a respeito ou vi um filme… Essa história soa familiar. Isabella e Edward, acho que eu conheço duas pessoas com esse nome. . . . LEMBREI. Edward é o príncipe de Encantada. Nossa, aquela música ficou na minha cabeça por séculos… Rose ficou bastante irritada quando eu cantei “Como vou saber que você me ama, como vou saber que eu sou seu?”… Ainda bem que não foi essa semana, ela arrancou minha língua e eu não poderia escrever… Monstrinhos e Monstrinhas, eu me despeço aqui, pois deu câimbra na língua. Vocês sabem que é mentira, pois não sinto dor, mas eu sempre quis falar isso. Com muito amor, imaginação e músculos, Tio Emmett.
fonte: foforks Boa né? *raxei de rir* 8月31日 40 anos do Festival de Woodstock40 anos depois, Woodstock sai do armário: um gay salvou o festival
Agosto de 1969. Centenas de milhares de pessoas se reúnem em uma fazenda em Bethel, a 145 km de Nova York, para celebrar a música, o amor livre e os ideais da contracultura. Quarenta anos, algumas dezenas de discos, livros e documentários depois, a história do lendário Festival de Woodstock é mais do que conhecida. O que muitos ainda desconhecem é a história de Elliot Tiber, “o gay que salvou Woodstock”. Tema de “Taking Woodstock”, comédia de Ang Lee que chega aos cinemas até o final deste mês, Tiber foi o sujeito que indicou e intermediou o aluguel da fazenda que sediou o festival, nos dias 15, 16 e 17 de agosto daquele ano. Exatamente um mês antes da abertura do evento, inicialmente previsto para acontecer em Wallkill para um público estimado de 50 mil pessoas, a câmara de vereadores da cidade cancelou a licença de realização do festival, deixando o produtor Michael Lang e seus sócios com um abacaxi de US$ 2 milhões já investidos em estrutura de palco, som e técnicos.
“De repente, parecia que tudo aquilo poderia mudar. O Festival de Artes e Música precisava de um lar e de uma licença. ‘Tenho a licença’, pensei comigo. ‘E posso garantir um lugar para o evento ’”, escreveu Tiber no livro de memórias recém-lançado no Brasil (editora Best Seller), batizado de “Aconteceu em Woodstock”. “‘Meu Deus! A gente pode sediar esse troço!’”, continuou ele, que, então aos 34 anos, dividia seu tempo entre o trabalho no El Monaco, hotel de beira de estrada comprado por seus pais, e a presidência da Câmara de Comércio de White Lake, comunidade vizinha a Bethel. No livro e no filme, os eventos que se sucederam são narrados em ritmo alucinante – da chegada do helicóptero com os produtores do festival para vistoriar o local à invasão quase que imediata de milhares e milhares de hippies à pacata White Lake. Pela primeira vez em sua história, transformado no quartel-general dos organizadores, o El Monaco teve todos os quartos alugados; pela primeira vez, Tiber viu sua mãe distribuindo sorrisos em vez de grosserias, e também pela primeira vez na vida, o jovem judeu recebeu carinho do pai, que, doente, acabou morrendo um ano depois do festival. “Ele me abraçou lá e disse: ‘você me fez tão feliz’. Mas não pôde dizer ‘eu te amo’. Ele nunca disse. A mamãe também não, estava sempre ocupada contando o dinheiro”, lembrou Tiber em entrevista por telefone ao G1. Homossexual assumido, o autor de “Aconteceu em Woodstock” relata a seguir a sua própria versão do que aconteceram naqueles “três dias de paz e música” – e de muita ralação. Quarenta anos depois, o mundo está olhando novamente para Woodstock. Acha que ainda é difícil de as pessoas enxergarem o festival para além de seus clichês? De que forma o seu livro e o filme de Ang Lee podem ajudar a jogar uma nova luz sobre o festival? O filme é a minha história, a história de um jovem gay que tem um sonho e que trabalha para realizá-lo. Mostra que nem todos os gays são como os filmes mostravam - viciados em drogas, com distúrbios psicológicos, assassinos, lunáticos ou pior. Fala de um homem decente, bem-educado, com uma vida de trabalhador. É um filme muito bonito e engraçado, uma comédia. Quando olho para trás, para todos esses acontecimentos, os relato de uma forma divertida, mas na época era uma coisa caótica, deu muito trabalho. Eu estava frenético e as coisas estavam dando errado.
Fala-se muito da importância de Woodstock para a liberação sexual, mas em especial de héteros. Qual foi o papel desse evento para o movimento gay? Foi só então que eu me senti parte da raça humana, porque até ali eu achava que era o único [gay]. Cresci cercado por famílias, casais de héteros, meninos e meninas, me sentia totalmente isolado. Mas, de repente, pelas seis semanas em que fiquei envolvido com o festival, havia gays e lésbicas, e me relacionava com eles, me senti respeitado, ganhei autoestima e senti que era alguém que tinha algo a contribuir com a sociedade. E muitas pessoas ali, tanto gays quanto héteros, perceberam que poderíamos ter um mundo em que as pessoas se juntavam sem brigas, sem problemas de raça ou cor ou crença. Podiam se tornar uma só nação. E foi isso que ocorreu. Infelizmente, no final daquele verão, quando o festival acabou e todo mundo foi embora, foi o fim. Só alguns anos depois se começou a falar sobre isso e perceber o que realmente aconteceu. Agora há um foco enorme no aniversário de 40 anos, Woodstock se tornou um grande ícone. Diria que, politicamente, Woodstock foi a vitória definitiva dos gays? Tiber - Não. Foi uma vitória. Agora, mês passado, 40 anos depois, o presidente Obama convidou organizações de gays e lésbicas à Casa Branca para discutir direitos civis, casamento e igualdade para gays e lésbicas nesse país. Quarenta anos depois, a Focus Features – mesma produtora de “Taking Woodstock” – lançou o filme "Milk" [sobre o político e ativista gay de São Francisco Harvey Milk], reacordando a comunidade gay, que não sabia que pessoas morreram para poder ser livres, sair na rua e segurar na mão de um namorado ou de uma namorada sem ser preso. Eles não sabiam. E agora sabem. A comunidade jovem de gays e lésbicas por toda a América e também em todo o mundo está se inspirando para tentar conquistar direitos iguais – não só casamento, mas direitos como qualquer outro cidadão. Não sei como é no Brasil, mas espero que esteja igual.
De volta ao rock’n’roll, o filme de Lee mostra poucas cenas do palco de Woodstock. Pessoalmente, você conseguiu ver as bandas e de que shows mais gostou? Esses artistas também foram ao seu hotel? Conheci também Jimi Hendrix, Richie Havens. Eu estava muito alegre, porque era outro mundo para mim. Agora, tenho estado no showbusiness por todos esse anos, conheço muitas celebridades, mas naquela época não, então era incrível para mim. Eu me sentia realizado por eles me receberem bem. Quando eu dizia quem era, eles me abraçavam como se fôssemos grandes amigos. Foi maravilhoso. O contrato de Woodstock foi realmente firmado à base de leitinho achocolatado, como Ang Lee sugere no filme?
Há um caso curioso no livro e no filme. Você relata que, no momento em que desceu do helicóptero, Michael Lang olhou e o chamou pelo nome, dizendo que eram amigos de infância. Mas você diz que não o conhecia. Quem está falando a verdade? Você retornou a Bethel nas décadas seguintes a Woodstock? O que está fazendo agora?
No filme, seu relacionamento com a sua família parece um misto de amor e repressão, mas nunca de ódio. Quando não conseguia agradar seus pais, você parecia apelar para a ironia e para algo que você chamou de “a maldição dos Teichberg” – o sobrenome Tiber, na verdade, é uma abreviação de Teichberg. Isso mudou ao longo dos tempos? Tiber - Meus pais morreram. Minha mãe morreu em 1991, aos 97 anos, e meu pai morreu um ano depois do festival. Ele estava muito doente. Ele me abraçou lá e disse: “você me fez tão feliz”. Mas não pôde dizer “eu te amo”. Ele nunca disse. A mamãe também não, ela estava sempre ocupada contando dinheiro. Eram ambos lutadores, que vieram para a América na Primeira Guerra como refugiados. Não falavam a língua, trabalharam duro a vida toda e nunca se divertiram. Meu pai se divertiu pela primeira vez em Woodstock, minha mãe, nunca. Eu nunca me dei bem com ela até o dia em que ela morreu. Ela nunca aceitou a mim ou a meus namorados - eu tinha um namorado belga, ficamos juntos por 27 anos, e ela nunca soube o seu nome, sempre esquecia. Uns dias antes de morrer, meu pai veio a mim e disse: "eu quero que você vá em frente e tenha uma boa vida com seu amigo, sei quem você é, e tudo bem por mim." E eu fiquei chocado em ouvir isso. E a maldição Teichberg se refere ao fato de que minha família era toda de perdedores. Minha mãe nunca foi boa comigo, nunca me amou, nunca me abraçou, nunca demonstrou nada. Era uma família disfuncional e por isso eu chamava de uma maldição. O filme não mostra desse jeito porque não é um documentário. Se mostrassem tudo no livro seria um filme de 40 horas. Diria que, hoje, está livre da maldição? Tiber - Ah, sim, sim, claro. Construí minha própria vida, fui aceito no mundo todo, em Paris, Bruxelas, Roma, Amsterdã... Estudei com [os artistas] Mark Rothko e Kurt Seligman. Quando comecei a sair, fiquei amigo de Truman Capote, Tennessee Williams , Rock Hudson, Marlon Brando. Conheci muitas pessoas ao longo dos anos, atores, artistas. Vivi uma vida muito rica. E me livrei da maldição, isso é certo. 40 anos do Festival de WoodstockMovimento hippie consolidou rebeldia pacífica da geração de 1960 Há exatos 40 anos, numa certa fazenda de Bethel, perto de Nova York, milhares de jovens se reuniram para cantar, dançar e manifestar o que mais queriam do mundo naquele momento: paz. O festival de Woodstock foi a celebração de um movimento que se tornou símbolo da geração de 1960 e 1970: os hippies pautaram a moda, a literatura e a música. E causaram muitos problemas para as autoridades. O momento era de efervescência. Os autores Ken Goffman e Dan Joy escreveram no livro "Contracultura Através Dos Tempos" que, nessa época, “novas filosofias eram concebidas com quase a mesma frequência que minissaias” e que, em muitos momentos, “parecia que alguma espécie de prisão psíquica tinha sido aberta e todos os jovens estavam tentando escapar de lá.” Os padrões sexuais da época ainda consideravam o sexo antes do casamento um tabu e, as moradias mistas, ofensivas. Desafiadores, os novos esquerdistas eram claros em seu desprezo a qualquer paradigma ou regra do tipo. E essa postura os transformou na coisa mais sensual do campi.
“Enquanto a lógica militarista da Guerra Fria continuava firme na psique da maioria dos americanos durante o início da década de 1960, as soturnas tendências contraculturais autoritárias deixadas pela década de 1950 dos beatniks começaram a evoluir no sentido de um estilo mais alegre, absurdo”, escreveram Ken Goffman e Dan Joy. Enquanto isso, lojas vendiam colares, incenso e camisas indianas. Entre os muitos grupos de contracultura da época estavam os diggers - o nome vinha do movimento rural inglês do século XVII contra a propriedade privada. Eles acreditavam que o espaço da rua era essencial para interações e, para festejar a cultura hippie, promoveram em 1967 um evento chamado “Human Be-In”, divulgado como “reunião de tribos”, que reuniu 15 mil pessoas no Parque Golden Gate, no distrito Haight-Ashbury, em São Francisco, Califórnia. Naquele ano, o “verão do amor” reuniu dezenas de milhares de jovens na região. Segundo os autores Ken Goffman e Dan Joy, “o que os garotos perdidos encontraram na ‘Capital do Sempre’ foi comida insuficiente, alojamento insuficiente, um núcleo superlotado de filósofos de rua hippies que só podiam oferecer conforto e conselhos, e muitas drogas.“ Viagens e viagens Um dos pilares do movimento era o uso do maior número possível de diferentes tipos de drogas. Em 1962, por pressão da agência de inteligência dos EUA (a CIA), a Universidade de Harvard dispensou os pesquisadores Richard Alpert e Timothy Leary, que faziam estudos sobre substâncias alucinógenas. A demissão gerou uma onda de rebeldia e despertou o interesse de muitos estudantes. Um grupo de jovens se reuniu e escreveu a declaração de Port Huron, manifesto que definiu uma nova orientação de esquerda radical americana. O texto dizia, entre outras coisas: “Nós somos pessoas dessa geração, criados em conforto modesto, agora instalados nas universidades, olhando desconfortavelmente para o mundo que herdamos. [...] Solidão, estranhamento, isolamento descrevem a enorme distância que há hoje entre os homens. Essas tendências dominantes não podem ser superadas por uma melhor administração pessoal nem por aparelhos melhorados, mas apenas quando o amor do homem supera a adoração idólatra das coisas pelo homem.” Os governos empreendiam batalhas contra o LSD, popularizado em letras de músicas. Logo começaria a repressão. “Em 1966, esse carnaval descontrolado de jovens selvagens estava começando a preocupar as autoridades, especialmente nos EUA. Para começar, segundo o FBI, eles eram aproximadamente mil fugitivos juvenis [...] se jogando em festas selvagens por toda a noite, com loucas luzes piscando, nudez, sexo, Hell’s Angels e cada vez mais gente balbuciando besteiras cósmicas”, escreveram Goffman e Joy.
Uma reportagem da revista Time de 1967 citava um diretor de saúde pública de São Francisco dizendo que a cidade estava gastando US$ 35 mil por mês com tratamentos antidrogas para os mais de 10 mil habitantes hippies. Em maio de 1968, Paris explode em greves e manifestações. A morte de Martin Luther King piorou o clima entre os proeminentes movimentos pela luta de direitos para os negros. Nos EUA, conflitos foram registrados em 125 cidades; 40 pessoas foram mortas e mais de 20 mil presas. Legado hippie "Nós, nos anos 1960, antecipamos muitas das coisas que temos hoje, como a luta pelos direitos civis, pelos direitos das mulheres, a yoga. O movimento não acabou. Eu ainda moro numa comunidade hippie com as pessoas que conheço há 35 anos. Nós estudamos, trabalhamos, como todo mundo. E hoje o mundo sofre com o materialismo novamente", disse em entrevista ao G1 o jornalista John McCleary, autor de "The Hippie Dictionary" - inédito em português. Segundo a historiadora Patricia Marcondes de Barros, o movimento e suas principais manifestações foram absorvidos pela tecnocracia. "O próprio teor crítico com o qual o movimento buscou enfrentar o sistema acabou se banalizando sob a forma de produtos a serem vendidos e consumidos, alimentando a estrutura empresarial que se formou em torno de antigos slogans revolucionários." Mas, para ela, o legado hippie vai muito além das camisetas tie-dye. "A contracultura sessentista foi muito além do “verão do amor”. Sua ressignificação faz-se necessária para entendermos a amplitude e a importância do movimento. Houve, através dele, a inclusão dentro da história social das chamadas “minorias”: negros, mulheres e homossexuais. Também foi importante quanto aos assuntos tão em voga atualmente, como ecologia e sustentabilidade." 40 anos do Festival de WoodstockLembranças de Woodstock estimulam debate sobre gerações
Com o aniversário de 40 anos de Woodstock, milhares de pessoas que tiveram a oportunidade de participar do festival estão saudosas. Harriet Fier era uma jovem cheia personalidade e opiniões, em 1969. Ao falar sobre o evento, ela não esconde o orgulho de ter participado do momento histórico. “Acho que uma parte da magia foi a espontaneidade. Acho que eles não esperavam 400 mil pessoas. Anunciaram o show, a coisa saiu do controle, mas continuou em ordem. Isso fez a diferença”, conta Fier, enquanto mostra para o filho Will Mantell, de 17 anos, uma foto com as amigas na época. A conversa logo se transforma em um debate sobre as diferenças entre as gerações. A mãe conta que se interessou pelo evento logo que recebeu o folheto, convidando para os três dias de shows. Já o filho acredita que dificilmente isso aconteceria de novo.
“A geração de hoje é muito diferente. Não sei se eles eram mais ou menos inocentes. Só acho que nos anos 1960, tinha a música e a guerra contra o Vietnã. E agora a gente tem o Facebook e o MySpace. Essa é a cultura dos jovens de hoje”, analisa o jovem Mantell. “Entendi. Acho que a noção de comunidade de vocês é o Facebook, que é uma espécie de Woodstock virtual. A nossa noção de comunidade era estarmos todos juntos em um lugar só”, completa Fier. Fonte: G1 40 anos do Festival de Woodstock10 artistas essenciais para entender Woodstock Marco máximo do movimento hippie, o Festival de Woodstock foi um evento de paz, amor... e música. Durante os três dias do evento, que foi realizado entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969 em uma fazenda na comunidade rural de Bethel (NY), 31 atrações musicais passaram pelo palco do festival, incluindo apresentações lendárias como as do guitarrista Jimi Hendrix e a da cantora Janis Joplin. Para comemorar o 40 anos de Woodstock, o G1 preparou uma seleção de músicas de dez artistas e bandas essenciais para entender o espírito da época. Clique aqui para ouvir o especial com músicas dos 10 artistas selecionados A lista inclui: "Evil ways" (Santana), "St. Stephen" (Grateful Dead), "Bad moon rising" (Creedence Clearwater Revival), "Piece of my heart" (Janis Joplin with The Kozmic Blues Band), "Dance to the music" (Sly and the Family Stone), "My generation" (The Who), "White rabbit" (Jefferson Airplane), "With a little help from my friends" (Joe Cocker), "Suite: Judy Blue Eyes" (Crosby, Stills, Nash and Young) e "Purple haze" (Jimi Hendrix). Confira a seguir, mais informações sobre os artistas de Woodstock:
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