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    October 29

    / cinema / Heath Ledger

    Último videoclipe dirigido por Heath Ledger chega à internet

     O último videoclipe dirigido por Heath Ledger antes de sua morte chegou ao site YouTube esta semana. O vídeo, de três minutos e meio, traz a música "Cause an effect", do rapper britânico No Fixed Abode.

    O filme foi produzido por Ledger com uma única câmera, em sua garagem, em Sidney, na Austrália, antes de aparecer como o Coringa em "Batman - Cavaleiro das trevas", em 2008.

    Anteriormente, o ator havia criado videoclipes para a banda de rock Modest Mouse e para o guitarrista Ben Drake.

    Heath Ledger morreu em janeiro de 2008, vítima de uma overdose acidental de medicamentos.

    Fonte: G1

    October 26

    Calcinha Do Edward Cullen

     

    Gzuis! O que mais falta ser feito? Agora tem até calcinha do Edward. “Como diz Belle: espanta namorados. Realmente, aja imaginação meu povo rs.”

     

    imagem do modelo “absorvente embutido”.

    vi no forforks.

    Comentem?

     

    October 01

    O vazamento da prova do ENEM

    Por AE, Agencia Estado, Atualizado: 1/10/2009 7:33

    Enem vaza e ministério anuncia cancelamento do exame

    O vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou o Ministério da Educação a cancelar nesta madrugada a prova, que seria aplicada no fim de semana para 4,1 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País. A decisão foi tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após ter sido alertado pela reportagem do Estado sobre a quebra do sigilo do exame. "Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance", afirmou o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, por volta da 1 hora, por telefone.

    Na tarde de ontem o jornal foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem.

    O Estado consultou rapidamente o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. Haddad, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem. A comprovação da fraude se baseou em elementos repassados ao ministro pela reportagem, via telefone e e-mail. As questões originais estavam guardadas em um cofre, que foi aberto ontem à noite para confirmar a informação.

    O encontro no qual o Estado viu trechos da prova aconteceu ontem à noite, na zona oeste de São Paulo. O homem que telefonou para a redação estava acompanhado de outra pessoa. Eles disseram ter recebido o material na segunda-feira, de um funcionário do Inep. Afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas.

    "Ninguém aqui é bandido, ninguém tem ficha na polícia, nós dois temos emprego", disse o homem. Ele afirmou que recebeu o material "de Brasília, de gente do Inep, do MEC (Ministério da Educação)". Disse que viu na situação a oportunidade de ganhar dinheiro. "Não tenho motivação política." Ele afirmou que procurou um advogado para orientá-lo. "Registramos em cartório cópias das provas."

    Seu companheiro, mais incisivo, cobrou o tempo todo da reportagem uma posição sobre o pagamento dos R$ 500 mil. "Isto aqui é muito grande, eu não quero correr o risco de morrer por nada." Diante da negativa da reportagem, ele se impacientou. "A gente vende isto aqui até por mais dinheiro", disse, revelando a intenção de procurar emissoras de TV.

    Novo exame

    O MEC tem uma outra versão da prova do Enem pronta para substituir a que foi cancelada. A expectativa do ministério é realizar o exame em 45 dias. Como a metodologia do Enem exige que as questões sejam pré-testadas, o Inep tem um banco com cerca de 1,8 mil delas. O exame mudou este ano para funcionar como vestibular unificado nacional: 24 universidades federais tinham abolido seus processos seletivos em favor do novo Enem.

     

    September 29

    / música / beatles

    Morre a mulher que inspirou ‘Lucy in the sky with diamonds’ dos Beatles

    Do G1.

    Lucy Vodden, que inspirou a música 'Lucy in the sky with diamonds', dos Beatles. (Foto: Reprodução)

     A versão real da Lucy da música “Lucy in the sky with diamonds”, dos Beatles, morreu depois de uma longa batalha contra o lúpus.
    A morte de Lucy Vodden aos 46 anos foi anunciada pelo St. Thomas' Hospital, em Londres, onde ela se tratava.
    O hospital declarou nesta segunda-feira (28) que ela morreu após batalhar contra a doença por anos.
    Vodden chamou a atenção de John Lennon quando Julian, filho do cantor, veio da escola para casa um dia com um desenho que ele dizia ser de “Lucy no céu com diamantes” (“Lucy in the sky with diamonds”, em inglês).
    Lennon usou o desenho como inspiração na obra-prima da psicodelia, associada por muitos fãs ao uso de LSD.
    Julian Lennon voltou a se encontrar com Vodden nos últimos anos ao saber que ela sofria da doença.
    O lúpus é uma doença crônica onde o sistema imunológico ataca os próprios tecidos do paciente.

     

     

     

     

     

    September 15

    Morre aos 57 anos o ator Patrick Swayze =’(

    Putz, ontem não foi um dia fácil! Pela manhã recebo um péssima notícia que uma amiga faleceu. Ela tinha câncer no ânus e perdeu a luta contra essa maldita doença. E hoje quando acesso a internet dou de cara com a notícia do falecimento de Patrick Swayze que foi ontem. A única coisa que posso desejar é que eles estejam em paz.

     

    A respeito do Mr. Swayze segue a notícia tirada do site G1:

    Patrick Swayze, em foto de março de 2006 (Foto: Mario Anzuoni/Reuters)

    O ator Patrick Swayze morreu nesta segunda-feira (14), aos 57 anos, após uma batalha de quase dois anos contra um câncer no pâncreas.

    Sua assessora de imprensa, Annet Wolf, confirmou a morte do ator de "Dirty dancing" e "Ghost" e disse que ele estava ao lado da família.

    "Patrick Swayze descansou em paz hoje [segunda, 14], com sua família a seu lado, após encarar os desafios da doença durante os últimos 20 meses", disse Wolf, em comunicado.

    Ele continuou trabalhando enquanto se submetia a tratamento. Na época, Swayze se preparava para começar a rodar episódios do seriado "The beast", em que faz um veterano agente do FBI. A série produzida pelo canal A&E teve relativo sucesso na primeira temporada, mas não emplacou a segunda.

    September 12

    Crepusculinho 80

    Para quem conhece a galera do crespulinho:

    Por Robwan

    Oitenta tirinhas em quase um ano, mesmo tendo pulado alguma semana quando não foi possível postar, mesmo quando pensei que não teria idéias, cheguei a tirinha de númeto 80. E estou guardando essa tirinha a algum tempo, afinal precisava de um motivo para postá-la e o motivo é que hoje acaba Caminho das Indias hehehe.

    fanfic: Historinhas de Ninar do Tio Emmett: Cinderbella [3]

    Historinhas de Ninar do Tio Emmett: Cinderbella

    A Julyte volta com mais uma hilariante Historinha de ninar do Tio Emmet. Desta vez o monkey man conta sobre Cinderbella.

    Era mais um dia de chuva na casa dos Cullen. Eu estava feliz, é claro.

    O motivo?

    Simples!

    Meu irmão havia voltado a confiar em mim. Então éramos só eu e minha pequena sobrinha, Renesmee.

    A coisa fofa do titio estava fissurada por livros. Culpa de Bella. Essas crianças de hoje em dia e essa mania por livros… Se eu tivesse um filho (e que Rosalie não leia isto), eu daria um videogame. Boa época do Super Nintendo. Eu ficava horas jogando com a Rose. Quer dizer… Ela gostava de Mortal Kombat, Street Fighter. Eu gostava mesmo é de Super Mario. Nossa, eu amava aquele dinossaurozinho, o Yoshi. Eu sempre quis um, mas eles não existem.

    Aí Carlisle me deu umas tartaruguinhas pra compensar. Como ele não me deixou pintar os cascos de vermelho, azul, verde e amarelo, eu fiz umas roupinhas legais e dei nome a elas: Donatello, Rafael, Leonardo e Emmett. Edward me perguntou por que eu não coloquei o nome de Michelangelo no último… É que certa vez eu e Rose fomos pro Vaticano, eu vi a tal Capela Sistina e achei aquilo uma ofensa… Eu pinto melhor que aquele cara!

    Ahhh, o Vaticano… Foi bem legal. Até certo ponto. Eu estava entediado, e resolvi fazer umas configurações no local… Resolvi apontar várias obras de arte interligadas. A última foi uma pomba apontada pra uma Igreja cheia de anjos… Gostos de anjos, me lembram a Rose… Mas, enfim. Depois de alguns anos um cara aí, Brown… Brown… Carlinhos Brown, creio eu, escreveu uma história sobre a minha obra de arte e disse que um tal de Illumi sei lá o quê que fez um caminho pra a Igreja de não sei das quantas … Eu deveria ter escrito, afinal… Eu sou o melhor contador de histórias…

    E falando em contar histórias… Bom, Renesmee estava entediada. Desde a nossa última visita a Disney, a tia louca dela (também conhecida por Alice) resolveu encher a menina dessas coleções princesas. Acho tudo sem sentido… Nenhuma é mais bonita que a Rose.

    Ai, a Rose… Ela é tão linda… Tão loira, tão alta, tão esguia, tão bruta… Nem parece com aquela Amélia da Cinderella. Renesmee devia estar pensando a mesma coisa. Estava lendo o livro quando deu um grande suspiro e disse:

    - Tio Emmett, mas que coisa sem graça, não é? Acho que podemos fazer melhor…

    - Também acho. – eu respondi. – Quer ouvir a história da Cinderbella?

    - É pra isso que eu estou aqui, não é? – ela sorriu.

    - Então, vamos lá. “Era uma vez uma menininha muito desastrada chamada Cinderbella. Após sua mãe ter partido…”

    - A mãe dela morreu, tio Emmett? – Renesmee me interrompeu.

    - Não… Ela foi embora pra casar com um rapaz mais novo, forte e atlético. Mas, por favor, não interrompa o titio, está bem? – eu pedi. Ela balançou a cabeça, concordando. – Então, tudo bem… “Após ter o coração partido, o pai da Cinderbella casou com uma mulher de pele vermelha chamada Sue. Sue possuía duas filhas chatas: Leah e Setheah…”

    - Seth é um menino, tio Emmett. – Renesmee disse.

    - É um mero detalhe… Queria que eu colocasse quem no lugar, Pocahontas, Paraguaçu, Iracema? Além do mais, Seth ficaria mais bonitinho vestido de mulher do que seu tio Jazz. – eu disse na segurança de que meu irmão não estaria em casa para ouvir e ficar depressivo novamente. Da última vez Edward ficou meia hora falando “você é uma mulher bonita, forte e poderosa” para ele se acalmar. Antes que vocês pensem “Jasper virou gay?”. Não… Ele não virou. Mas acho Jasper tem problema de auto-estima, aí precisamos incentivá-lo.

    - E o Jake? Vai entrar na história? – Nessie me perguntou.

    - Talvez quando eu ler os três porquinhos… – eu disse, sabendo que no final o lobo acabava com o traseiro queimado pela chaminé do último porquinho… Não sei se na história verdadeira é assim, mas a minha com certeza é mais divertida. – Agora, por favor, não interrompa o titio, está bem? Onde eu estava? Bem… “Como o seu pai passava o dia trabalhando e os finais de semana em um reino não tão distante, mas menos legal chamado La Push, Cinderbella passava o dia inteiro lavando, passando, cozinhando, e lendo livros antigos e empoeirados a mando da sua madrasta.”

    - Ah, tio, a Sue é legal.

    - Meu anjo, eu sei que a Sue verdade é legal… Assim como a Rose de verdade é um amor de pessoa… Mas você não quer que a história renda? Eu sei que há Quileutes piores do que ela…

    - Como quem? – ela perguntou, cruzando os bracinhos e me olhando feio.

    - Prefiro não comentar… Posso continuar? – eu disse, olhando um tanto quanto nervoso para ela. Ela fez que sim. – “Cinderbella tinha duas irmãs, como eu já disse, antes que a minha sobrinha me interrompa para dizer ‘você já falou isso antes, tio Emmett’.” – eu disse, enquanto ela abria a boquinha para interromper. Eu não precisava ser Alice ou Edward. Nessie era tão previsível… – “Leah, a mais velha, era a criatura mais mal amada do reino. Nada agradava a menina… Tudo era feio, amargo, cinza… Já a pequena Setheah, bem, esta era uma pirralha chata e curiosa, mas tinha um bom coração e tinha um objetivo na vida… Ser a melhor amiga do príncipe Edward.”

    - Gostei bastante desse nome. Príncipe Edward. – Nessie falou. Claro… Nós assistimos Encantada juntos. Ai Ai, o Pip era um esquilinho muito fofinho…

    -É… É…dá pro gasto. “Então, Cinderbella, por causa da fumaça da lareira, ficou intoxicada e começou a ter alucinações. Acreditava que falava com os animaizinhos da casa e a eles deu os nomes de Rose, uma ratinha branca e rabugenta; Emmett, um rato castanho e bem forte e Jasper, um rato amarelo claro que não interagia e ficava no seu canto, com medo dos humanos… Certo dia veio um decreto do rei Carlisle e da Rainha Esme. O príncipe Edward convidaria todas as moças do reino para o baile.

    ‘Vou conhecer o príncipe Edward! Vou virar a melhor amiga dele e poderemos brincar juntos, caçar, pescar, nos divertir, conversar até a hora de dormir…’ …”

    - A Setheah parece com tia Alice falando… – Renesmee riu. Uma ótima colocação… Ambos eram extremamente empolgados. Isso me assustava.

    - Sua colocação foi pertinente, Renesmee… – eu disse, um tanto pomposo.

    - Aprendeu essa palavra quando titio? – ela me perguntou.

    - Ontem, quando Carlisle disse que não era pertinente eu construir um túnel que fosse daqui até a casa de Mike Newton…

    - E porque você quer ir até a casa dos Newton? – ela me perguntou.

    - Nessie, porque você acha que Mike Newton tem tanto medo da nossa família? Eu passei dois anos indo todos os domingos até a casa dele enquanto ele dormia. Mas não para olhar ele dormir, como seu pai fazia com sua mãe… Eu ia até o quarto dele e dizia: Os Cullen vão te pegar…

    - Ai que maldade, titio… – ela disse, me lançando um olhar desaprovador. Maldade, nada… Engraçado foi quando eu disse que Bella gostaria dele se ele fosse sem pentear os cabelos pra escola. Todos achavam que ele estava imitando Edward… Patético. Uma pena Edward e Alice terem barrado a outra etapa do meu plano: fazer Mike Newton se vestir como Rosalie…

    - Pois bem, você quer que eu continue a história ou não? “Leah também decidiu ir para acompanhar a sua irmã e sua mãe, na intenção de estragar a festa alheia.

    ‘Você não vai ao baile, Cinderbella’ A Madrasta disse.

    ‘Mas eu nem pedi pra ir… Eu tenho que ir a Seattle e…’ Cinderbella começou a dizer.

    ‘ Não insista, você ficará em casa, ouvindo seus ratinhos que não falam igual ao Pip, o esquilo da casa da vizinha’.

    ‘Mas… Mas…’ – ela tentou contestar. ‘Ai, esquece, vou visitar o Jasper. Talvez ele me influencie a chorar a desgraça do mundo. ’ Cinderbella seguiu até o sótão e se pôs a falar com os ratinhos. ‘Eu nem queria ir a essa festa, sabe? Eu nem gosto de bailes… Mas eu queria conhecer o príncipe Edward… Dizem que ele tem um topete bronze tão bonito, uma cara de tédio tão misteriosa e um nariz tortinho bastante charmoso.’

    ‘Sua idiota, fuja de casa, vá e não me amole’ Cinderbella imaginou que a ratinha Rose disse. De repente, surgiu uma coisa maravilhosamente brilhante no ar.”

    - A fada madrinha? – Os olhinhos de Nessie brilharam…

    - Nessie, qual foi a única pessoa da família que não apareceu na história? – Tia Alice? – ela perguntou, adivinhando.

    - Sim. Sua tia Alice tem porte físico pra ser a fada Madrinha? Claro que não. Quem apareceu foi a Aliceninho, a fada do Peter Pan.

    - Ah… E o Peter Pan?

    - Calma… “Então a Aliceninho apareceu, juntamente com Peter Pan.

    ‘Não chore, minha criança.’ Aliceninho disse. ‘Estamos aqui pra te ajudar. Eu, a fada minúscula e Peter Pan, o menino que nunca irá envelhecer…’

    ‘Ele nunca vai envelhecer?’ Cinderbella perguntou, ao ver a cara de alegria do garoto vestido de verde em sua frente.

    ‘Não!’ ele respondeu empolgado.

    ‘MISERÁVEL!!!!!!’ Cinderbella disse, pegando um taco de baseball e correndo atrás do menino voador.

    ‘Ela é sempre agressiva assim?’ a fada perguntou ao rato Emmett.

    ‘Só quando ela conversa com a Rose. Ou quando falam de seres que não vão envelhecer’ o charmoso rato Emmett disse.

    ‘Ah’. A fada suspirou.

    Quando finalmente conseguiu tacar o bastão na cabeça do Peter Pan, Cinderbella concordou que a fada a arrumasse para o baile.

    ‘Vai usar sua varinha de condão? Seu pó de pirlimpimpim?’ Cinderbella perguntou.

    ‘Melhor. Vou usar meus contatos com etilistas famosos e um cartão de crédito ilimitado. ’ A fada disse, enquanto discava em seu celular dourado. ‘Alô, Donatella? Oi meu bem, aqui é a fada Aliceninho… Preciso de um vestido pra agora. As referências? Alta, magra, branca e desengonçada. Preciso de um salto fino, urgente…’

    ‘Prefiro um All Star…’ a Cinderbella resmungou.

    ‘Então separa um All Star de Cristal, por gentileza. Estou indo buscar agora. Beijos. – ela disse, desligando o telefone. – Você pode ficar bem, por cinco minutos.’

    ‘Sem problemas, vou conversar com meus amigos ratinhos…’

    ‘Leve-me com você, pelo amor de Deus’. O rato Jasper implorou a fada, mas esta já havia ido. Ao se deparar na presença de uma humana, Jasper entrou em pânico e correu para sua toca, permanecendo até o fim da noite.

    Passados cinco minutos, a fada Aliceninho chegou, trazendo um vestido vermelho rendado com preto e um All Star de cristal cano longo.

    ‘Hum… Está bem. ’ Aliceninho disse. ‘Mas tem que voltar para casa a meia noite’.

    ‘Meia noite por quê?’ Cinderbella quis saber.

    ‘Tome vergonha, o que uma moça de família quer no castelo dos outros mais de meia noite? Você volte pra cá esse horário e pronto.E não beba. Você já é desorientada sem álcool, imagine bebendo’. A rata Rosalie resmungou.

    ‘Meia noite, então’. Cinderbella concordou. ‘Então… Quer uma abóbora ou algo assim para transformar em carruagem, ou precisa dos ratinhos para transformar em cavalos?’

    ‘Veja lá quem você chama de égua, eu sou uma rata de nível’ a rata Rose se ofendeu. ‘Vamos embora daqui, Emmett’. Ela disse, chamando o grande rato bonito com ela.

    ‘Então, vamos de quê?’ Cinderbella quis saber.

    ‘De porsche, lógico.’ A fada Aliceninho disse. “E leve esse pozinho aí com você’ ela disse, atirando o pó de pirlipimpim.

    Então, as duas entraram no Porsche e foram até o castelo.

    Ao chegar ao castelo, uma garota de cabelos vermelhos estava dançando com o príncipe.

    ‘Lá em Andalásia, é tudo maravilhosamente lindo. Nós cantamos, dançamos, fazemos lindos duetos de canções para aquecer o coração dos aflitos. Mas não há tristeza em Andalásia, oh não! Só há alegria, música e cores’

    ‘Socorro’ O príncipe Edward sibilou.

    ‘Pra trás, ô ruiva’ Cinderbella disse, empurrando a coitada. Uma ruiva se manifestou no fundo do salão. ‘Você não, Victoria, fica na sua.’

    ‘Você não sabe quanto tempo esperei por você’ o príncipe Edward disse.”

    - Tia Rose está certa, isso já é tão clichê. – Renesmee interrompeu.

    - Puxa vida, Nessie, você estava se saindo tão bem… – eu disse, ao ser interrompido por minha sobrinha. – E você devia ter visto, foi tão bonito quando seu pai disse isso a sua mãe.

    - E você estava lá?

    - Bem… – Eu comecei a dizer…

    - Estava, não estava?

    - Sim, mas em minha defesa, estava preocupado com o bem estar de sua mãe. – … Aposto que você filmou. – ela concluiu.

    - Então, e a história? Onde eu parei? – eu disse, mudando de assunto. “Cinderbella ficou encantada com a beleza do príncipe Edward e logo se apaixonou por ele. O príncipe Edward ficou encantado com o som que o coração de Cinderbella fazia, mas na realidade, era o ruído que o All Star de cristal fazia ao entrar em contato com o chão. Eles ficaram tão deslumbrados um com o outro que o príncipe esqueceu de perguntar o nome da Cinderbella… Ao soar meia noite, Cinderbella disse que precisava ir embora.

    ‘ Por favor, não vá ainda. Fique aqui comigo para sempre!’

    ‘Tudo bem!’ ela respondeu, feliz. Mas aí, seu celular acusou uma mensagem de texto. ‘Um torpedo, a essa hora? De quem será?’

    ‘Está pensando que aqui é a Casa da mãe Joana, que você entra a hora que quiser? Venha agora, se não eu tranco a casa e você dormirá na rua. Emmett pediu para trazer docinhos da festa. Você levou uma bolsa… Se vire! Rose’. A mensagem dizia.

    ‘Tenho que ir…’ ela disse, descendo as escadas e tomando uma queda, rolando escadaria abaixo, atravessando uma janela e caindo sentada no Porsche de sua fada.

    ‘Recebi uma mensagem da Rose.’ Cinderbella disse.

    ‘É, eu sei… Vamos?’ a fada disse, arrancando o carro.

    Príncipe Edward desceu as escadas atrás da Cinderbella, mas não encontrou nada além do All Star de Cristal. Ele cheirou e percebeu que o chulé da Cinderbella cheirava a flores.

    ‘Façam uma busca no reino… Vamos encontrar a dona do sapatinho.’

    Então eles correram todos os cantos do reino… Subiram montanhas, desceram para a praia, foram ao deserto, mas nada de encontrar a casa da Cinderbella.

    ‘E agora, o que eu faço? Onde encontro a menina que deixou o tênis de aroma floral na minha escada?’

    ‘Ela está na casa atrás de você, idiota’. A vozinha miúda da ratinha branca disse.

    ‘Ahm… Obrigado criaturinha da floresta’. O príncipe agradeceu.

    ‘Da floresta? Eu sou uma rata elitizada, por favor… Esses humanos, eu não sei não’.

    ‘ Não sou humano, sou vampiro’. Ele disse.

    Um longo minuto de silêncio se fez, enquanto a ratinha o encarava.

    ‘Problema dela…’ a ratinha disse, saindo.

    O príncipe Edward bateu na casa da Cinderbella. Ao atender, Setheah disse:

    ‘Meu Deus, meu Deus, é o príncipe Edward. Eu sabia, eu sabia que você vinha aqui. Eu deixei um scrap ontem pra você, pedindo para você vir e tomar chá com bolachas comigo.’

    ‘Espera, espera, criatura pequena e empolgada que não se chama Alice, … Não tenho Orkut?’

    ‘Msn? Facebook? Twitter?’

    ‘Não…’

    ‘Malditos fakes’. Ela disse, correndo para o computador para apagar os convites para o príncipe e as fotos que havia mandado.

    ‘Cara senhora… Bom dia’. O príncipe se dirigiu à madrasta. ‘Venho procurar a dona desse tênis de cristal. Poderia testar nas suas filhas?

    ‘Eu primeiro’ a pequena Setheah disse.

    ‘Melhor não.’ O príncipe barrou.

    Leah se sentou e calçou, mas seu pé era extremamente grande para caber no sapato.

    ‘Que seja, não queria morar naquela droga de castelo mesmo, seu fedorento’. Ela disse.

    ‘Há uma outra moça aqui nessa casa’.

    ‘Tem a Cinderbella… A Cinderbella, mamãe, chama ela, ela é uma moça e mora nessa casa. A Cinderbella está lá em cima, não quer que eu a chame? Ela vem num instantinho…’ Setheah

    ‘Não tem outra moça aqui.’ A madrasta disse, ignorando a filha.

    ‘Então, muito obrigado’. O príncipe disse, saindo.

    ‘Espera, príncipe Edward. Eu posso calçar o sapato?’ ouviu-se uma voz no alto da escada.

    ‘Eu não falei que tinha outra moça?’ Setheah disse, tomando um cascudo da mãe.

    ‘Fica quieta, guria.’ O príncipe disse. ‘Sim, você pode descer até aqui e calçar esse tê-ê-êee…’ ele disse, quando Leah pegou o sapato e atirou no chão, quebando-o. ‘Por que você fez isso?’

    ‘Estragar a felicidade alheia faz meu dia mais feliz.’ Ela disse, secamente.

    ‘Não tem problema, eu tenho outro…’ Cinderbella disse, descendo a escada com o sapato na mão. Mas, por uma força maior chamada gravidade, ela caiu uma a uma jaca madura, rolando até chegar ao chão, em cima do sapato, quebrando-o. ‘E agora? O que fazer?’

    ‘Deixa eu cheirar seu pé?’ o príncipe pediu.

    ‘Ihhh, podolatria aqui não’ A rata gritou de sua toca.

    Ignorando os comentários da ratinha, ele cheirou o pé da menina.

    ‘É você!’ Ele disse, sorrindo.

    ‘Sim… Agora poderemos ficar juntos para sempre’.

    ‘Na verdade, não. Sou um vampiro… Não vou envelhecer…’

    ‘Você… não…não… não…. não… vai envelhecer?’

    ‘Bem…não’

    ‘Peter Pan, seu infeliz, venha aqui’

    ‘Por favor, não me bate, não me bate’ O Peter Pan chegou, voando de maneira fraca, como se fosse um pássaro com a asa quebrada.

    ‘Não quero envelhecer… Como faz?’

    ‘Bom…há três opções.

    1) Pensamentos felizes…’

    ‘Esse é com a vizinha aí do lado, a tal da Giselle de Andalásia…Próximo’

    ‘2) O príncipe pode te morder…’

    ‘Sem chances’ o príncipe resmungou.

    ‘E tem o pó que você roubou ontem de mim…’

    Sem pensar duas vezes, a menina jogou metade do saco em cima de sua cabeça.

    ‘Pó parar com o pó, minha filha… Vai acabar… Acha que é fácil arranjar pirlimpimpim?’ Peter Pan disse, tomando o saquinho e saindo de cena.

    A pele da Cinderbella começou a ficar mais branca, fazendo sumir os hematomas da última noite. O príncipe não teve outra opção a não ser levá-la ao castelo, já que uma vez vampira, a família não aceitaria a menina de volta por causa do cheiro. Então eles foram e viveram felizes para sempre. ’”

    Olhei a figurinha adormecida no sofá. Não é a toa que a menina não interrompeu. Dormiu a história toda…

    Como tinha a madrugada inteira pra fazer, resolvi fazer algo de legal.

    Abri a janela de casa e entoei uma linda melogia.

    - Ahhhh, ahhhhh, ahhhhhhhhhh.

    Vários animaizinhos da floresta vieram até a nossa casa… Mas quando me viram foram embora… Não sei por que animais não gostam dos Cullen…

    Então resolvi assistir o filme que fiz de quando Bella e Edward trocaram suas primeiras juras de amor.

    - Divertido isso, né? – A voz de Edward surgiu atrás de mim.

    - Oh… oh…

    Bom, o que Edward disse, eu vou privá-los disso. Edward pela primeira vez não foi nada cavalheiro. Acho que tem andado muito com Rose… Aprendendo palavras feias. Ainda bem que Nessie estava dormindo, imagine só. Ela é uma criança, acordar ouvindo isso… Não quero nem pensar.

    Meu castigo?

    - Já que você gosta tanto de escrever, vai escrever por seis dias. – disse Edward.

    Então, comecei a escrever “A vida íntima de Bella e Edward não me interessa”. Mas o castigo ficou pior… Ele descobriu que eu joguei o vídeo na internet…

    - EMMETT! – Edward gritou.

    Então, estou eu agora, vestido de Giselle, sentado no meio da floresta, escrevendo “A vida íntima de Bella e Edward não me interessa e também a mais ninguém”… Toda vez que uma buzina toca, eu tenho que cantar Happy Working Song. Melhor começar a esconder a coleção “Bella humana”. Vai que Edward ache o filme da Ilha Esme?

    Bem, Monstrinhos e Monstrinhas. A buzina vai tocar em alguns instantes, então, eu me despeço.

    Com muito amor, músculos e lindos pensamentos musicais (essa roupa não está me fazendo bem)

    Tio Emmett, de Andalásia.

    Fic escrita por: Julyte

    fanfic: Historinhas de ninar do Tio Emmett [2]

    Historinhas de ninar do Tio Emmett: A Bela de Neve

    Saudades de tirar uma sonequinha enquanto o Tio Emmet te conta uma historinha?

    Era quarta-feira à noite. Podia ser quinta também, eu nunca fui muito
    bom com dias da semana. Estava chovendo e o cachorro não podia entrar
    em casa. Às vezes eu gostava da presença dele aqui, mesmo com aquele
    fedor que ele exalava, mas era divertido ver a luta travada entre ele
    e Rose para conseguir a atenção de Nessie. Sério. Rose, por incrível
    que pareça, podia ser bem agressiva quando queria, mas na maioria do
    tempo ela é a criatura mais doce da face da Terra… (Na verdade estou
    com medo que ela me desmembre igual à última vez. Edward também, então
    ele me comprou um caderninho para escrever todas as minhas historinhas.)
    Mas, voltando, era uma noite de Sábado… Eu tinha dito Sábado antes?
    Bom, era noite e não havia ninguém em casa com exceção de uma criança
    meio humana, meio vampira que estava assistindo desenhos comigo.
    Branca de Neve tinha acabado. Cara, eu adoro aquele desenho. Sério,
    aquelas coisinhas pequenininhas me lembram a Alice. Principalmente
    aquele Feliz. Alice era bem empolgada quando queria. Ela comprou os preparativos de Natal e acabamos de celebrar o 4 de Julho…

    Aparentemente, minha sobrinha não pareceu muito feliz com a história
    da Branca de Neve.

    - Que coisa chata, tio Emmett. – ela disse.- O príncipe veio, deu um
    beijo e ela acordou. Esperava mais desse final.

    Sabia que era a deixa. Quando Renesmee começava com “que coisa chata,
    tio”, é porque ela queria um toque especial na história.

    - Olha a hora, hora de dormir. – Eu disse a ela, olhando para o relógio.
    Seus olhinhos brilharam quando eu disse isso. Sabia que com seu pai,
    sua hora de dormir era baseada em melodias de ninar. É CLAAAARO que uma criança vai dormir com aquilo. Sonífero não funcionaria melhor. Se eu pudesse dormir, com certeza dormiria toda vez que Edward decide tocar a música de Bella. Esse negócio de piano é muito chato. Eu prefiro bateria… Mas Carlisle me proibiu de tocar… Só porque eu quis destruir aquela cruz de madeira pra fazer baquetas… Pra que ele quer lembrar do pai? O velho nem gostava de vampiros… Se soubesse que o filho tinha virado um teria expulsado ele de casa. Ou caçado até a morte… Mas isso não vem ao caso agora. Eu a coloquei na cama e sentei-me na cadeira de costume.

    - E se eu contasse a verdadeira história da Branca de Neve? – eu perguntei.

    - Desculpe tio, não entendi. A verdadeira história de quem? – ela rebateu. - … Da Bella de Neve?

    - Bem melhor. – Ela sorriu - Bem… Acho que só.

    - Então está bem. Era uma vez, num reino distante chamado Forks, uma
    humana desengonçada chamada Bella. Sua pele era quase tão branca,mas tão branca e os hematomas de suas quedas apareciam tão claramente que os demais a apelidaram de Bella de Neve. Bella de Neve ia num castelo chamado Forks High, controlado por uma rainha má. A rainha Jéssica. – Aí Renesmee fez uma careta. – O que foi?

    - Não gosto desse nome… Não gosto dessa menina.

    - Você não gosta dela, de Tanya, de Mike Newton. Alguém mais que você
    não goste na cidade ou nos arredores?

    - Hum… não que eu me lembre.

    - Tem certeza? Eu não quero ficar parando minha história o tempo inteiro para você ficar dando nomes aos personagens.

    - Acho que sim.

    - Está bem. Mas a rainha se chamará Jéssica e ponto. – eu disse. Minha
    história não teria sentido sem uma rainha do mal e ninguém melhor para
    ser uma rainha do mal dentro de Forks que a própria “gossip girl”. Ela concordou e eu prossegui. – Bom, como eu dizia, a rainha controlava tudo e todos, então quando seu espelho mágico, loiro frustrado de cabelos espetados-que-tentavam-imitar-os-de-um-certo-vampiro revelou que Bella de Neve era a menina mais linda do reino, ela se enfureceu e chamou seu capataz Eric para que desse um sumiço na coitada. Então, ele chegou para Bella de Neve e perguntou. “Vamos para La Push, Baby? La Push.”

    - Quer parar de falar assim? – Renesmee me perguntou.

    - Eu tenho que entrar no personagem, dá licença? – eu respondi. E Eric
    estava certo, falar La Push era bem legal! – Então, Bella de Neve,
    ingênua como só, saiu atrás do capataz nipônico pelo bosque de La
    Push. Ao chegar ao bosque, antes dos limites de La Push eles…

    - Viram um lobo? – ela me perguntou.

    - Nessie, quantas vezes eu tenho que te explicar que não existem
    contos de fadas com lobos?

    - Mas tia Alice me contou Os Três Porquinhos e…

    - Sua tia Alice só sabe de roupas, de reinos longínquos e como
    destruir O Anel. – eu disse. – Ela não entende de contos de fadas.
    Posso continuar?

    - Pode. – ela disse fechando um beicinho.

    - Então, ta. QUANDO ELES CHEGARAM AO BOSQUEEE… – eu falei mais forte
    para ver se ela iria me interromper mais uma vez. – Bella de Neve caiu uma centena de vezes. O Capataz, ciente que a menina acabaria morrendo sozinha a qualquer hora, poupou-se de qualquer esforço físico e resolveu ir embora, deixando-a na floresta. “Vai ser como se eu nunca tivesse existido”…

    - Tio Emmett?

    - Ah, sim, história errada, desculpe. Dessa vez Bella só foi deixada na floresta, sem choros, sem policiais a procura dela… Ela caminhou por um bom tempo e achou estranho não ter encontrado animais silvestres ao decorrer do caminho. Foi aí que ela avistou uma grande casa branca. Ela tocou a campainha e ninguém atendeu. A porta estava aberta e curiosa como ela só, Bella de Neve resolveu entrar. Aparentemente estava vazia. Foi o que ela pensou. De repente surgiram sete figuras e uma disse: Quem é você?

    - Sete figuras? Os Sete anões?

    - Não, puff, claro que não. Sete vampiros vegetarianos.

    - Ah. – ela disse.

    - O mais velho deles se chamava Carlisle e era o líder do grupo.

    - Isso. A mais tímida e carinhosa se chamava Esme. A mais ranzinza se chamava Rose. O mais feliz chamava-se Alice. O dorminhoco e imprestável que não fazia nada de útil além de dormir se chamava Jasper.

    - Ei, não fale assim… – ela cruzou os bracinhos e me olhou feio.

    - Hum… Tá. O mais quieto e na dele chamava-se Jasper. Melhorou? –
    ganhei um sinal de aprovação. – O praticamente mudo porque ninguém
    deixava falar absolutamente nada chamava-se Emmett.

    - E o papai? – ela perguntou.

    - Seu pai é o que espirra sempre que chega perto da Bella de Neve.

    - Por quê?

    - Pois ele tem alergia ao sangue dela. Satisfeita?

    - Mais ou menos… Mas continue.

    - Ok. Bella de Neve ficou encantada com a beleza dos sete vampiros,
    principalmente com a força do vampiro Emmett.

    - Mentira. Ela ficou encantada por Edward. – Renesmee falou.

    - Você se apega muito aos detalhes…

    - É para isso que estou aqui. – Ela sorriu.

    - Se quiser, eu paro de contar… – Eu ameacei…

    - Não, por favor continua…

    - Sem interrupções… Pois bem, Rose perguntou mais uma vez: “Não se faça de sonsa, menina, responde logo o que Carlisle perguntou. Quem é você?” “Eu sou Bella de Neve. Eu estava tropeçando pela floresta quando eu vim parar aqui”. Alice, a menor deles implorou para Carlisle para que Bella de Neve vivessem com eles. Ele concordou, apesar de Rose e Edward discordarem. A vida com ela não se tornou mais fácil, na verdade. Mas com certeza se tornou mais divertida. Principalmente pra Emmett, que ria sempre que Bella de Neve tropeçava em suas próprias pernas.

    - Não vejo muita graça em alguém ficar tropeçando por aí.

    - É porque você não viu sua mãe humana caindo por aí. Era divertido. Eu deixava as coisas de propósito no caminho. Certa vez eu joguei cera no corredor da escola. Alice estava caçando mais Edward nesse dia, então ninguém pra ler meus pensamentos ou impedir que eu fizesse isso.

    - E qual foi o propósito? – ela me olhou, cruzando os bracinhos.

    - Filmar, é claro. – eu disse, lembrando da cena de Bella caindo pelo corredor da Forks High. Renesmee não aprovou. – Você vai tocar no rosto de seu pai amanhã e mostrar nossa conversa, não é mesmo?

    - Com certeza.

    - Se eu continuar a história você pode amenizar minha situação?

    - Vamos ver…

    - Então… Tudo bem. Onde paramos?

    - Você dizia que Bella de Neve tinha ido morar na dos sete vampiros vegetarianos.

    - Pois é. Só que aí a Rainha Jéssica descobriu…

    - Como?

    - Ela tinha um perfil falso no Twitter e viu quando o Emmett twittou “Bella de Neve está morando conosco agora. Acho que a Rose devia pintar seu cabelo igual ao dela, ficaria mais bonito...” Mas como Alice tinha esta coisa chata de ver o futuro, eles decidiram irem embora antes que a bruxa viesse.

    - E o que eles fizeram?

    - Entraram no Guarda-Roupa, é claro.

    - No Guarda-Roupa?

    - É… E foram parar em Nárnia.

    - Onde fica isso? – ela me perguntou.

    - Não sei. – Eu respondi. Ela não sabia como era frustrante. Quantas vezes eu já entrei no guarda-roupa pra poder ir a Nárnia? Eu sempre quis um amigo igual ao Sr. Tumnus. – Só sei que eles foram parar lá. Aí eles encontraram um grande coelho branco e Alice saiu correndo atrás dele.

    - E por que ela fez isso? – Renesmee me perguntou.

    - Aff… E precisa justificar os acessos de loucura de Alice? Ela saiu correndo atrás do coelho branco e todos os vampiros (e Bella de Neve um pouco mais atrás, tropeçando) foram atrás dela. O coelho entrou em uma toca e eles caíram… caíram…caíram…caíram…caíram…caíram…(meia hora depois)…caíram…

    - A intenção era me fazer dormir? Estou quase dormindo.

    - É pra dar mais ênfase ao tamanho do poço dentro da toca…

    - Sim, mas não bastava falar ”caíram por meia hora?” – ela me perguntou.

    - Hum…lembrarei disso na próxima vez. Então, eles chegaram ao fundo do poço… Literalmente, sabe, não como sua mãe ficou quando seu pai a abandonou e…

    - Vamos esquecer essa história? – ela me lembrou, erguendo sua mãozinha… Sabia que era chantagem, era seu jeito de falar: “Não fale sobre coisas que meus pais fizeram ou eu mostro a eles e você vai passar um mês sem os dedos das mãos”.

    - Então eles chegaram ao fundo do poço. “Como sair daqui?!” Esme perguntou. “Não tema senhora, eu sei por onde sair”, Disse o coelho.

    - Coelho fala? – ela colocou as mãozinhas na cintura.

    - … Você vive numa casa com vampiros, seu melhor amigo é um lobo e você vem me questionar UM COELHO QUE FALA? Por favor, hein? “Que bom, o coelho vai nos ajudar e…” BUUUUURP.

    - Que som foi esse? – ela perguntou.

    - Sonoplastia…

    - Sim, mas parecia um arroto.

    - Mas foi a sonoplastia de um arroto.

    - E quem arrotou? – ela perguntou.

    - … Emmett…

    - Ele comeu o coelho, não foi?

    - …

    - Não fooooi?

    - … Foi! Mas em sua defesa, era um coelho muito gordinho e apetitoso e ele estava com sede. “Oh não, e agora, o que vamos fazer?” Bella de Neve perguntou, enquanto os outros seguravam Rose que se enfureceu com o pobre “mudinho”. Nesta hora apareceu um gato sorridente e disse que sabia o caminho de volta para sua casa. “Mantenham Emmett afastado do gato!” Carlisle gritou. “Vocês devem seguir a trilha de rosas até o palácio da rainha.” O Gato disse, sumindo no ar. “Como ele fez…” Emmett perguntou. “Cala a boca, Emmett, vamos!” Rose saiu na frente. À medida que o caminho ia se estreitando, eles viram uma plantação imensa de rosas até o castelo. Mas algo ruim aconteceu: Rose teve uma crise.

    - Por quê?

    - Havia uma placa na entrada dizendo “*these roses belong to the queen and the king.”

    - E o que aconteceu?

    - Rose começou a espumar pela boca… “King… Rosas… King…Rosas… King… King… ROSE…? EU VOU MATAR TOOOOOODAS!”E saiu arrancando uma por uma, destruindo, despetalando, pisando, massacrando, triturando… Uma verdadeira “roseficina”.

    - Hum… Isso não deve ter terminado bem.

    - Puff, e como… A rainha era louca por suas flores. Quando ela viu o que Rose fez com suas flores começou a gritar “Corrrrrrrtem a cabeça”. Jasper se meteu: “Corta a minha também? Primeiro os pulsos, depois a cabeça”, ele pediu, mas foi impedido por Alice. ”A looooira, cortem a cabeça delaaaaaa”. A rainha gritou. “Eu vou cortar a sua, seu inseto insignificante”, Rose disse, indo para cima da rainha. Quando a rainha viu o olhar enfurecido de Rose, ela ficou com medo… Escondeu-se atrás de um dos seus guardas e disse… “Ah, meu bem, o que são umas florzinhas… Né? Não precisamos nos exaltar… Na verdade, hoje é o dia do ‘Cortem a cabeça’… Preciso de uma cabeça para ser cortada.” Rose pensou e logo em seguida disse “Por mim, usa da humana aí”. Bella de Neve, que estava distraída olhando para Edward, nem se deu conta que sua vida estava em risco. Um dos guardas a puxou para longe do seu amado e só aí ela se deu conta deque algo estava acontecendo. “Han, o quê, estão me levando para longe de Edward? Não, Edwaaaard, Edward?!” “Não tema Bella de Neve, sol da minha existência, luz da minha vida, cometa da minha galáxia, água da minha lagoa, amora da minha árvore… Eu vou te salv… opa, um piano! Irei te salvar depois de compor esta sinfonia em sua homenagem.” Bella de Neve parou, olhou incrédula para o vampiro de cabelos bronze sentado ao grande piano branco da rainha tocando uma melodia. “O quê? EEEEEEEEEdward”. Então, ela acordou e descobriu que tudo era um pesadelo e que na verdade estava na casa do seu pai, Chefe Swan, abraçada a Edward que estava cantando sua canção de ninar para afastar seus pesadelos. E fim!

    Olhei a criaturinha deitada na cama, dormindo igual a um anjinho. Caramba, de novo? Eu aqui me matando para poder inventar esta história e Renesmee dorme? Fui procurar o que fazer. Não estava passando nada de legal na TV, aí me lembrei do vídeo que tinha feito de Bella ainda humana. Caí na besteira de assistir na televisão da sala. Estava tão entretido, vendo Bella escorregando e descendo corredor abaixo de bunda que nem senti a presença de Edward atrás de mim.

    - Divertido isso, Emmett? – ele perguntou.

    - Você não tem noção, precisa ver o que eu fiz do último aniversário dela quando Jasper pulou em ciii… Ops.

    - Emmett…

    - Calma, cara, foi só brincadeira.

    - Emmett… – ele disse um pouco mais firme.

    - Calma, mano, Não precisa ficar tão nervoso comigo.

    - EMMETT!!!!!!!!!!!!!!!

    A última coisa que eu lembro foi do vulto de Edward pulando em cima de mim. Bella estava logo atrás e Alice, com uma câmera de vídeo na mão. Já é a sexta vez que eles assistem à fita de como Edward arrancou meus braços… Ele disse que só vai devolvê-los quando eu estiver realmente arrependido. Porém Renesmee acordou. E isso piorou um pouco minha situação. Em casa nós temos dois assuntos proibidos: Royce King e o dia em que Edward deixou Bella. Então incluir isso na historinha de dormir da filha deles não foi aceitável. Agora estou eu, aqui, uma cabeça flutuante no meio da sala… Ainda bem que eu aprendi a escrever com a boca! Mas esta não será a última vez que vou colocar Renesmee para dormir. Mas para isso vou precisar ler mais… Rose trouxe alguns livros para eu ler… Tem um estranho, com a capa preta, uma maçã nas mãos de uma pessoa… Deve ser chato, não vou ler… Então, meus queridos monstrinhos, vejo vocês na próxima hora de dormir.

    Com amor, Tio Emmet

    *Estas rosas pertencem à rainha e ao rei.
    Quem seslembra, o noivo de Rose (Rosa) se chamava Royce KING… e lhe enviava rosas todos os dias… entendeu a implicância?
    :D

    Fic feita por Julyte

    September 05

    fanfic: Historinha de ninar do Tio Emmett: A Bela Adormecida

    Historinha de ninar do Tio Emmett: A Bela Adormecida

    Segue uma divertida histórinha de ninar do Tio Emmett: A Bella Adormecida, escrita pela Julyte

    - Tio Emmett, tio Emmett. – Nessie veio correndo até a mim. – Adivinha o que eu ganhei do vovô Charlie?

    - Parente errado, Monstrinha. – eu disse a ela. – Quem adivinha as coisas é “Mãe Alice”.

    - Mãe quem? – ela perguntou.

    - Esquece. Mas, me diga o que você ganhou?

    - Hum… Vou dar dicas. – ela sorriu, com as mãozinhas atrás de suas costas. – É bonito…

    - Um pônei?

    - Não! É colorido…

    - Um arco-íris?

    - Não. É quadrado…

    - Seu pai? – eu perguntei. Ela me olhou com reprovação. Mas fazer o quê? Quadrado, antiquado, “out”, todos estes eram sinônimos para o meu irmãozinho, Edward Cullen. – Não sei o que é, então.

    - Não! – ela disse, em sua doce voz fininha, me reprimindo. – E nos leva a ooooutro mundo. – ela concluiu. Meus olhos brilharam

    - O guarda-roupa de Nárnia?

    - Não. Ai, titio… É um livro. A Bela Adormecida.

    - Aaaah… Um livro… – Que coisa chata. Ninguém mais dá brinquedo às crianças? – Quer que eu leia pra você?

    - Não. Eu quero ler pra você! – ela disse. Exibida, eu pensei… Só podia ser filha de Edward.

    - Eu ouvi isso. – Edward gritou de algum lugar da casa. – Lembre-se, você está sob regime semi aberto, Emmett. – ele me lembrou. Desde o episódio da última história de dormir à Nessie, ele tem se comportado dessa forma. Demorou duas semanas para que ele me devolvesse o resto do corpo… Agora está assim. Vai ficar de olho até ter certeza que não vou influenciar negativamente a garota. Como se as outras companhias não fizessem mal a ela. Fala sério…

    Aos cuidados de Alice, a garota será uma patricinha fútil que vai torrar nossa fortuna com roupas, sapatos e bebida. Ele não se queixe quando as fotos dela aparecerem pela internet de lingerie e começar um reality show com Paris Hilton.

    Aos cuidados de Jasper, ela se transformará numa eterna suicida frustrada por não conseguir se matar, então vai ficar pelos cantos choramingando as dores do mundo ouvindo Simple Plan. Pintará seu cabelo de preto, vai chamá-lo de “Papuxo” e andará com uma lágrima desenhada no rosto… Sinistro.

    Aos cuidados de Esme a menina vai virar uma daquelas pessoas compulsivas por limpeza e mania de perfeição. Vai morar dentro de uma bolha para que as bactérias e germes do ambiente não influenciem na sua respiração e ainda vai brigar com quem estiver fora dela por ter mudado o objeto meio milímetro de lugar.

    Aos cuidados de Carlisle, eu prefiro não falar, pois ele paga todas as minhas contas.

    Aos cuidados de Rose… Bem… Acho que uma Rose no mundo já é mais que o suficiente. Afinal, já temos El Niño, La Niña, Terremotos, Furacões e outros desastres naturais. Fora que pouco tempo com Rose, a menina já é chantagista, imagine se fosse criada por ela… Prefiro nem pensar.

    Aos cuidados da mãe ela vai se tornar uma menina submissa ao namorado que fará todas as vontades dele. Depois se ela aparecer grávida, ele também não reclame. E ao que tudo indica, teremos um vampirinho meio humano que correrá atrás do rabo e coçará suas pulgas.

    Aos cuidados do cão… Pelo amor de Deus, a menina vai feder, levantar as pernas pra fazer xixi, se coçar com o pé… Sinceramente, sobre o banho de língua eu não quero nem falar.

    Melhor que ela fique mais tempo comigo, oras… Afinal, eu sou um tio que dá amor… Carinho… Assisto desenhos, coloco pra dormir, dou uma bazuca a ela de Natal. Mas Bella tomou. Não se tira o doce da boca de uma criança. Muito menos armas de artilharia pesada. Ela precisa aprender a se defender. Bazucas são mais eficientes que Karatê.

    - Então, quer ouvir a história ou não? – ela falou.

    - Tudo bem. – sentei no sofá. Ela sentou do meu lado e abriu o livro.

    - “Era uma vez, num reino distante, um rei e uma rainha que foram agraciados com uma linda filha chamada Aurora… … e então o príncipe Felipe a beijou e a despertou do sono profundo de cem anos. E todos viveram felizes para sempre. Fim”. – ela disse, fechando o livro. – E então, o que achou?

    - Boa… Gostei muito das fadas, da parte de espetar o dedo em um fuso de uma roca.

    - Mas podemos tornar isto bem melhor, não é?

    - Claro que sim… Que tal ouvir a história da Bella Adormecida?

    - Essa Bella é com dois L? – ela perguntou.

    - Sim.

    - Então eu quero.

    - Era uma vez, num reino distante chamado Forks, havia um rei que nas horas vagas era chefe de polícia chamado Charlie. Charlie vivia com sua esposa, a rainha Renée. Todos gostavam muito dele e todos foram chamados para comemorar o nascimento de sua pequena filha, Isabella…

    - É Bella! – a mesma gritou de algum lugar da casa. Caramba… Já sei de onde esta criança tirou a mania de interromper.

    - Tá… Bella. “Aí quando a princesa Bella nasceu, todos foram agraciá-la com presentes. Ela recebeu a visita de três fadas: Esme, Alice e Rose. A primeira a agraciá-la foi Esme: ‘Você vai ser pura de coração, não verá maldade nas pessoas e será muito feliz’. A segunda a dar o presente foi Alice. ‘Você será muito bonita e todos apreciarão a sua beleza pálida e humana.’ ‘Eu não quero dar nada a ela’, a terceira fada gritou. ‘Rose, não seja egoísta, dê um presente à menina’. Esme disse. ‘Ah bom… quem vai dar é você ou sou eu? Dê outro a ela, se você quer tanto que ela ganhe mais presentes e…’ e então, algo aconteceu.”

    - O quê? – ela me perguntou.

    - Apareceu uma bruxa… Seu nome era Leah… – eu disse, ganhando um olhar de reprovação de Nessie. – o que foi dessa vez?

    - Você disse que não colocaria lobos nas histórias… Por que Leah entra e Jake não? – ela perguntou.

    - Por que na verdade Leah é uma bruxa que se disfarça de lobo. Isso é fato! – na verdade, pensei na bruxa se chamar Victoria, mas Edward provavelmente acabaria com a minha história…

    - Não me convenci… Mas continue.

    - “Então, Leah ficou aborrecida, pois não havia sido chamada para a festa. ‘Porque eu não fui chamada aqui?’ ‘Hããã, será por que você não é bem vinda?!’ Rose disse a ela, enquanto lixava a sua unha em algum lugar no salão do castelo. A bruxa olhou para o pequeno bebê deitado no berço, chegando mais perto. ‘Sério, alguém precisa trocar as fraldas desta criança… Mas depois que eu der meu presentinho…’ ‘Até a bruxa vai dar presente, Rose, não se sente incomodada com isso?’ Alice perguntou. ‘Silêncio. Dois dias antes do seu décimo nono aniversário ela comerá uma maçã envenenada e morrerá’. Ela disse, sumindo no meio da floresta, dando uma risada maléfica.”

    - Maçã envenenada não é da Branca de Neve? – Nessie me perguntou.

    - É que era estação das maçãs envenenadas em Forks… “ ‘O que vamos fazer?’ o rei Charlie perguntou. ‘Você eu não sei, eu vou dar o fora daqui. Não agüento mais essa chuva, esse verde. Esse povo com essa mente atrasada. Vou pular de bungee jump. Fui’. A rainha Renée levantou e foi embora. ‘Não tema, Rei Charlie, Rose ainda tem um presente para dar’. Alice o confortou, olhando para Rose. Um longo minuto silencioso se fez, até que Rose levantou-se da cadeira, guardou sua lixa de unha e disse: ‘Tá… A coisinha feia que está deitada no berço vai ser extremamente desastrada, sendo que comerá a maçã envenenada, mas não morrerá… Encontrará em sua vida um destino tão ruim quanto…’ ‘Rose?’ Esme disse espantada. ‘É o quê? Agora já foi, o presente já foi dado.’ Ela disse, sentando na mesma cadeira de antes.

    - E agora, titio? O que acontecerá com Bella Adormecida?

    - Fada Alice, a sabichona, tinha um plano. ‘Se ela vier morar conosco durante um tempo em nossa casa na floresta, poderemos tomar conta dela até seus dezenove anos… Vai ser o máximo, vou poder fazer as unhas dela, trançar seus cabelos, arranjar apelidos, trocar confidências, fazer teste de revistas…’Esme pigarreou, esperando que a sua companheira se recompusesse. ‘Ah sim… Será seguro para ela. Ela vem conosco.’ ela sugeriu. Rei Charlie não recusava nada à fada Alice e concordou. Então as três fadas, contra a vontade de Rose, levaram a pequena humana para viver com elas.

    - Aonde? – Nessie me perguntou.

    - Em Nárnia… – eu disse.

    - Nárnia de novo? – Ela me perguntou.

    - Por que não, é uma boa vizinhança. – Eu disse, pensando no quanto seria agradável ter o Sr. Tumnus como vizinho… Aquelas patinhas de bode eram tão fofinhas!! E ele preparava chá com bolinhos…

    - Emmett, faunos não existem. – Edward gritou de algum lugar da casa. – Pare de pensar em Sr. Tumnus.

    Droga… Era mais legal imaginar minhas histórias sem Edward por perto…

    - Voltando. “Algum tempo depois, nas proximidades de Nárnia, um rei, que nas horas vagas era um médico e um vampiro vegetariano, tinha comprado uma propriedade. Seu nome era Rei Carlisle e ele tinha um filho, o príncipe Edward. Esse, por sua vez, tinha dois grandes amigos: seu fiel escudeiro, o forte e belo Emmett e seu cavalo cujo comportamento era bipolar, Jasper”…

    - Tio Jasper vai ser um cavalo? – Nessie me questionou.

    - Você prefere que ele seja uma das fadas? – eu questionei. – Não há muitos personagens nessa história, se você não reparou… E vestir Jasper de mulher com certeza não é uma imagem que eu quero pensar…

    - E eu também não quero ver. – Edward disse. O clima começou a ficar melancólico. Acho que Jasper ouviu que ninguém queria vê-lo vestido de mulher e se deprimiu. – Ah, cara, não fica assim… Não foi por mal, é que a gente é casado e Alice é nossa irmã… – Ouvi Edward consolando nosso querido irmão emo…

    - Onde eu estava antes de ser interrompido? Ah, claro… “Preocupado com o seu filho Edward, rei Carlisle promoveu um baile para que Edward conhecesse pessoas novas no reino. Todas as garotas ficaram encantadas com o grande topete bronze do príncipe, sua pele branca e seu olhar entediado, mas… Ele não havia se interessado por nenhuma. Algumas vieram dançar com ele. Mas todas dançavam bem o suficiente… Nenhuma era desastrada o bastante. O príncipe Edward logo se entediou de sua festa e resolveu ir correr pelo bosque. Sua alegria era correr, então pediu para que o seu companheiro Emmett preparasse o seu cavalo. No meio do caminho, o cavalo Jasper teve uma crise existencial e resolveu que não seguiria mais. Então, Edward deixou seu cavalo no meio do caminho com o seu belíssimo escudeiro e partiu bosque adentro. Ao chegar mais a fundo, ouviu uma voz melodiosa vinda de algum lugar da floresta… Cantava como o mais belo dos pássaros. Quando ele se aproximou, viu uma figura de longos cabelos, com pele alva que cantava junto aos animais. ‘Minha senhora, que bela voz vem de vossa graça. Posso saber o nome de tão excelente cantora? ’ ‘Meu caro senhor, me chamo Tanya e’…”

    - TANYA NÃO!!! – Nessie e Bella gritaram, cada uma de um lugar da casa e em total sincronia. – Não me faça ir aí, Emmett. – Bella disse. Caramba, ela estava tendo lições de estresse com Rosalie?

    - E se Tanya não der em cima de ninguém, indo embora rapidinho, ela pode continuar?

    - Talvez. – Nessie disse.

    - Ok. “ ‘Caro senhor, me chamo Tanya e moro longe, numa terra longínqua e fria.’ ‘Tanya, não encontrei ninguém a quem pudesse desposar, sabe onde encontraria uma donzela para que possa agradar meu pai e que seja de tal agradável companhia?’ ‘Meu caro senhor, por mais que seja demasiadamente agradável aos meus olhos e suas palavras adocem meus ouvidos, creio que a vida cuja estou habituada não me deixa ser a primeira escolha para selar este contrato. Veja, eu tenho espírito livre, e sirvo para jubilar os olhos e corações dos aldeões ao desnudar a minha cútis’.

    - O que ela quis dizer, tio? – Nessie me perguntou.

    - Que ela é uma piriguete… – Rose disse, passando pela sala, em direção da cozinha. Droga, essas palavras não se ensina a uma criança. Ouvi Edward cochichar sobre o vocabulário de Rose com Bella, mas esta não se manifestou a respeito.

    - Obrigada tia Rose. Tio Emmett, por mais que meu vocabulário seja mais rico que o seu, poderia falar em uma linguagem mais simplificada?

    - Mas é assim que seu pai queixa uma garota. Linguagem antiga e cheia de “não-me-toque”. Sua mãe ouviu tantas metáforas… Ele parecia àquele presidente brasileiro da marolinha e…

    - Emmett…! – Edward falou de algum lugar.

    - Está bem… Falarei mais claramente, tudo bem? “‘Mas sei onde poderá encontrar o que procura. No meio da floresta mora uma menina de longos cabelos castanhos, pele branca como areia, grandes olhos cor de chocolate. Seu nome eu não sei, mas é só seguir o cheiro das flores’. Disse, enquanto saia em direção à aldeia. Príncipe Edward seguiu em frente, sentindo o cheiro das flores. Ao chegar mais perto viu uma figura frágil, sentada em uma cadeira de balanço usando um vestido rodado azul com babados e All Star, lendo um livro antigo e chato”.

    - Meus livros não são chatos… – Bella disse. Edward riu. – Pare com isso Edward, eles não são…

    - Quietos vocês dois. “Aparentemente a garota estava sozinha em casa. Ao se levantar, ela caminhou alguns passos e tropeçou no cadarço. O Príncipe chegou a tempo de pegá-la, antes que caísse. ‘Você é tão frágil… Desastrada… Você é minha alma gêmea!’ A pequena e frágil criatura em seus braços não conseguiu parar de contemplar a beleza tediosa do príncipe… Seus olhos dourados, sua pele fria, branca e dura, seu mega topete, tudo nele a hipnotizava… ‘Como se chama?’ O príncipe perguntou. ‘…’ ‘Perguntei como se chama…’ ‘…’ ‘Doce criatura, perdoe-me a grosseria, mas você é surda ou é muda? COMO VOCÊ SE CHAMA’. ‘Eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu… eu…’ A garota respondeu. O príncipe já estava um pouco impaciente. Ainda com a garota em seus braços, ele sacudiu um pouco para ver se ela estava engasgada com alguma coisa. ‘Bella’, ela finalmente disse. ‘Perdão, me sinto uma tola… Mas já deve estar acostumado com esse efeito que causa nas pessoas… ’ O príncipe pareceu confuso. ‘Então eu… deslumbro as pessoas?… Eu deslumbro você?…’”.

    - Emmett, por alguma motivo eu ainda não contei à minha filha a história do início do meu relacionamento com o pai dela… Por favor, eu gostaria que ela ainda não soubesse. – Bella disse, aparecendo de repente, sentando ao lado de Nessie.

    - Então… Nada de leões e cordeiros? – eu perguntei.

    - Emmett… – ela fechou o punho, olhando pra mim.

    - Tá… Sem leões, cordeiros, deslumbre, ilhas brasileiras com cabeceiras quebradas… – eu disse, ganhando um olhar ameaçador de Bella. – Calma, estou só averiguando… “Então o encanto foi recíproco. Bella e o príncipe decidiram se encontrar à noite, depois que as suas protetoras estivessem dormindo, para que o príncipe pudesse fazer uma serenata em homenagem à donzela. Mas aí aconteceu uma coisa improvável… Alguém apareceu. Uma figura macabra, saída das profundezas das sombras para atormentar a vida dos habitantes de Nárnia e Forks…”

    - Quem, tio Emmett?- Nessie perguntou. Sua carinha estava surpresa e seus olhinhos bem abertos.

    - Você-sabe-quem…

    - Lord Voldemort?

    - Claro que não, Nessie, era só a Rose. Nossa… Depois que você leu Harry Potter, tudo tem que girar ao redor disso. Já te disse, Harry Potter vicia, e tudo o que vicia não faz bem. Você começa a ver coisas aonde não existem…

    - Como o quê?

    - Bem… Uma vez toda a família foi à Londres para ver o local onde Carlisle nasceu. Estávamos na estação de trem e eu estava batucando com as minhas antigas baquetas. Batuquei nas paredes, nas pilastras, nos trens, em Jasper, que estava chorando, mas isso não vem ao caso… Acontece que isso irritou um pouco Edward. Então ele tomou uma delas de mim, apontando-a para mim. – eu gargalhei. – Umas cinco garotas começaram a gritar “Cedric, Cedric” na estação de trem. Nunca vi seu pai correr humanamente tão rápido… – eu ri e Bella, ainda sentada ao lado de Nessie também.

    - Mas, que bobas… – Nessie disse, cruzando os bracinhos.

    - Pois é. Como se existisse qualquer semelhança entre Edward e aquele garoto… Puff, que piada… Preocupante vai ser quando encontrarmos algum fã do Senhor dos Anéis… Alice vai ter sérios problemas… Voltando a história. “Rose chegou enfurecida, deu um olhar fulminante para Bella e entrou em casa. ‘O que houve com ela?’ Bella perguntou, vendo que Alice e Esme estavam se aproximando. ‘Estávamos nos arredores de um palácio, sete léguas depois de Andalásia, quando ela ouviu um espelho mágico falar que uma tal de Branca de Neve era a menina mais bela do reino’. Esme disse. ‘Agora nós vamos ter que controlá-la… Ela pretende ir até a casa dos anões mais tarde… Não vai ser bonito… Por falar em bonito, como foi com o príncipe Edward?’ ‘Han, ele é um príncipe? O nome dele é Edward?’ ‘Sim, e um vampiro. Você perguntou alguma coisa à ele, Bella? Ou ficou deslumbrada demais?’”.

    - Emmett, Emmett… – Bella falou.

    - Desculpe, não acontecerá de novo. “Então, Bella ficou preocupada com a responsabilidade de se relacionar com um príncipe e um vampiro. Ela saiu pela floresta em busca de refúgio para pensar, quando viu uma figura de cabelos negros e pele avermelhada.

    - Leah? – Nessie perguntou.

    - Estava pensando mais em Pocahontas, mas sim… Pode ser. A bruxa estava na floresta e fingiu ser amiga de Bella. “ ‘Qual o seu problema, minha criança?’ ‘Estou apaixonada por um príncipe e vampiro, e não tenho nada a oferecer’. ‘Se quiser, posso ajudá-la. Coma esta maçã, e você poderá tê-lo para sempre.’ ‘Não, obrigada, não gosto muito de maçãs’. ‘Coma esta pêra, então, está suculenta e tem o mesmo efeito. ’ ‘Não, não, também não sou muito fã de peras. ’ ‘Amoras? Ameixas? Melancia? Açaí? Ravióli de cogumelos?’ ‘Hum, aceito o ravióli. ’ Então, Bella deu uma garfada no ravióli e caiu deitada no chão. ’

    - Então ela comeu o ravióli e passou mal? – Nessie perguntou.

    - Não, filha, acho que ela se engasgou. – Bella sugeriu.

    - Vocês não entenderam? Ele estava envenenado. – Eu disse. Caramba, era tão óbvio. Gostei de parecer mais inteligente do que Nessie, pelo menos uma vez, pra variar.

    - Aaaaaaah. – ela disse. – Então, continua.

    - A bruxa estava rindo maleficamente quando chegou outro bruxo, um pouco mais velho do que ela…

    - Dumbledore? – Nessie perguntou.

    - Sem Harry Potter, Nessie. Talvez na próxima. Não, seu nome era Samuel.

    - Samuel? – ela estranhou.

    - Sim… Samuel. Não quero intimidades com o pessoal de La Push.

    - Outro lobo, e Jake não? – ela perguntou.

    - Talvez outro dia… “‘Leah, o que você fez com essa pobre humana, pálida e desastrada?’ ‘ Nada demais, só fiz cumprir a minha profecia. E não foi fácil… Não há muitos restaurantes de comida italiana envenenada pelas redondezas… ’ ‘ Você é má, cruel e invejosa. Pra mim já chega. Vou-me embora e vou largar você.’ ‘ Como assim, não, o quê? Vai me largar? Já tem outra?’ ‘ Sim… Emily’ ‘ Minha prima? Aquela que parece ter feito figuração de O Chamado, pois o rosto dela está completamente deformado? Você não pode fazer isso comigo! Não, não, não… Samuel… Samuel…?’ ‘Vai ser como se eu nunca tivesse existiiiiiiiiido’ ele gritou de algum luar da floresta enquanto a bruxa se desintegrou. ”

    - Emmett… Emmett, não abuse da sorte. – Bella disse. –Edward está aqui pra supervisionar você.

    - E ele lá tem culpa do cara ter trocado a garota lá pela prima? Pelo menos Edward teve a decência de te deixar pra te salvar… Impressão virou desculpa de tudo… De traição, de pedofilia… E agora a gente tem que aturar o cachorro aqui… – Rose falou, aparecendo na sala.

    - A gente pode não tocar nesse assunto na frente de Renesmee? – Bella pediu.

    - Oi gente, do que vocês estão falando? Não que eu já não saiba, é claro, Emmett está contando uma historinha pra Nessie e é claro, há limitações desde a última vez que Edward resolveu… – Alice chegou, tagarelando…

    - CHEEEEEEGA! – uma voz fininha gritou. Renesmee, pela primeira vez em toda a sua NÃO longa existência, se exaltou. – Mas será que vocês podem fazer o favor de ficarem quietos. Todos vocês? – ela falou, colocando as pequenas mãos na cintura, franzindo a testa. – Papai, você não vai brigar com tio Emmett. Mamãe, deixa ele terminar a história. Tia Rose, nem mais um piu e tia Alice, senta aí e fica quieta.

    Não sei se ela fez isso por amor ou por que queria ouvir o resto da história, mas aquilo me emocionou.

    - Monstrinha… Monstrinha linda do titio, eu vou terminar a sua historinha. – eu disse, sentindo meus olhos brilharem mesmo sem uma gota d’água dentro do meu corpo. “O príncipe Edward então chegou até a casa, perguntando pela criatura desastrada que havia ganhado o seu coração. ‘Ah, ela foi dar uma volta na floresta, mas eu a ouvi comer um ravióli estragado e aparentemente ela morreu, fazendo cumprir a profecia da bruxa. ’ Rose disse. ‘ O quê? E Você não foi ajudá-la?’- ele quis saber. ‘ Ô brother, eu não tô boa hoje não, viu? Se bote logo fora daqui antes que eu rode a baiana na sua cara. ’ Ela disse, enquanto batia a porta na cara dele. ‘ Há um meio de consertar isso. ’ A pequena fada bisbilhoteira falou atrás dele. ‘Você pode dar um beijo nela e transformá-la em vampira assim como você ou poderá esperar 90 anos até que ela acorde’. O príncipe pensou. ‘É, vou esperar, não estou com tanta pressa assim. ’ Então o príncipe Edward durante 90 anos até que sua amada acordasse. “Passados 45 anos, seu escudeiro veio à sua procura, juntamente com o cavalo…”

    - 45 anos? Por que demoraram tanto? – Bella quis saber.

    - O cavalo empacou. – Eu respondi.

    - Esse tempo todo? – Bella perguntou novamente.

    - Bella, Renesmee é a única que deveria estar fazendo perguntas. Olha a idade dela e a sua. Você não sente vergonha disso não? – eu perguntei.

    - Emmett, pare de repetir o que Esme disse ontem pra você. – Alice disse, lembrando-me da conversa do dia anterior sobre por que eu não podia jogar paintball dentro de casa.

    - Tá bom. “Aí, o belo escudeiro viu a beleza da fada Rose e se apaixonou por ela. O cavalo, por sua vez, estava no canto, triste e melancólico quando viu a pequena fada de cabelos escuros e lisos. Uma pequena rajada de vento bateu e caiu uma mecha da franja nos olhos da fada Alice. Prontamente o cavalo se apaixonou pela pequena criatura. Fada Esme foi até ao castelo avisar ao rei Carlisle que o príncipe estava na floresta, porém nunca mais voltou. Passados 90 anos, a princesa Bella acordou. ‘Bella… Bella… Você não sabe o quanto eu esperei por você. ’”

    - Isso é tão clichê. – Rose disse.

    - Shh… Continue. – Renesmee pediu.

    “Então, o príncipe Edward deu um beijo em sua prometida, mas como faltavam dois dias para o aniversário da garota e ela havia ficado presa no corpo de uma pessoa de 18 anos por todos esses anos, ela prontamente se transformou em vampira. ‘Agora minha profecia está completa.’ Rose disse. ‘ Não entendo… Como isso poderia ser pior que a morte dela, como a bruxa Leah descreveu?’ Emmett, o bonitão, perguntou. ‘ Ela vai ter que aturá-lo pelo resto de sua existência. ’ Rose disse, soltando uma gargalhada maléfica. Então, todos os casais se encontraram com o rei chefe Swan, o rei Carslile e a, agora rainha, fada Esme, estavam esperando juntamente com Sr. Tumnus e todos os habitantes da floresta. Chamaram o rei das terras do norte de Nárnia, mas este não apareceu pois ele é um leão e temeu por sua vida, já que vive numa montanha e o príncipe Edward era famoso por suas caçadas à leões da montanha. Então Bella e Edward foram felizes para sempre.”

    - Pensei que leão da montanha fosse uma espécie… – Nessie me disse.

    - Sim. Mas por causa de um pequeno incidente quando o príncipe foi até a África para um safári, ele achou prudente que ficasse em casa. Foi muito difícil para o príncipe Edward causar um estouro na manada de guinus, jogar o que sobrou do leão e colocar a culpa no irmão invejoso que queria o trono.

    - Hum… Entendo… Bom, obrigada pela história, tio Emmett. – ela disse, me dando um beijinho. – Vamos mamãe, está na hora de caçar.

    - Parabéns, Emmett, dessa vez quase não cometeu deslizes. – Bella me parabenizou.

    Após todos me parabenizarem, eu fiquei sem ter o que fazer… Minha arma de paintball estava carregada. Esme disse que eu não podia jogar dentro de casa, mas não falou nada sobre não jogar dentro da garagem. . . . Não foi uma boa idéia ter colocado tinta para carros…

    Alice e Edward não gostaram de ver seus carros cheios de bolas cor-de-rosa. Meu jipe ficou adorável. Rose, então, certificou-se que eu não apertaria o gatilho da arma: ela arrancou meus dedos. Os das mãos e os dos pés, só por garantia.

    Então, estou eu aqui, digitando com a língua. Continuarei lendo mais livros para poder contar mais historinhas para Renesmee. Todos aqueles que a Rose trouxe eu já li, menos o da capa preta. Quem é que quer ler sobre uma menina que se apaixona por um vampiro? Como se isso realmente acontecesse na vida real. Se bem que eu acho que já li algo a respeito ou vi um filme… Essa história soa familiar. Isabella e Edward, acho que eu conheço duas pessoas com esse nome. . . . LEMBREI. Edward é o príncipe de Encantada. Nossa, aquela música ficou na minha cabeça por séculos… Rose ficou bastante irritada quando eu cantei “Como vou saber que você me ama, como vou saber que eu sou seu?”… Ainda bem que não foi essa semana, ela arrancou minha língua e eu não poderia escrever…

    Monstrinhos e Monstrinhas, eu me despeço aqui, pois deu câimbra na língua. Vocês sabem que é mentira, pois não sinto dor, mas eu sempre quis falar isso.

    Com muito amor, imaginação e músculos,

    Tio Emmett.

     

    fonte: foforks

    Boa né? *raxei de rir*

    August 31

    40 anos do Festival de Woodstock

    40 anos depois, Woodstock sai do armário: um gay salvou o festival

    Agosto de 1969. Centenas de milhares de pessoas se reúnem em uma fazenda em Bethel, a 145 km de Nova York, para celebrar a música, o amor livre e os ideais da contracultura. Quarenta anos, algumas dezenas de discos, livros e documentários depois, a história do lendário Festival de Woodstock é mais do que conhecida. O que muitos ainda desconhecem é a história de Elliot Tiber, “o gay que salvou Woodstock”.

    Tema de “Taking Woodstock”, comédia de Ang Lee que chega aos cinemas até o final deste mês, Tiber foi o sujeito que indicou e intermediou o aluguel da fazenda que sediou o festival, nos dias 15, 16 e 17 de agosto daquele ano. Exatamente um mês antes da abertura do evento, inicialmente previsto para acontecer em Wallkill para um público estimado de 50 mil pessoas, a câmara de vereadores da cidade cancelou a licença de realização do festival, deixando o produtor Michael Lang e seus sócios com um abacaxi de US$ 2 milhões já investidos em estrutura de palco, som e técnicos.

     

    “De repente, parecia que tudo aquilo poderia mudar. O Festival de Artes e Música precisava de um lar e de uma licença. ‘Tenho a licença’, pensei comigo. ‘E posso garantir um lugar para o evento ’”, escreveu Tiber no livro de memórias recém-lançado no Brasil (editora Best Seller), batizado de “Aconteceu em Woodstock”. “‘Meu Deus! A gente pode sediar esse troço!’”, continuou ele, que, então aos 34 anos, dividia seu tempo entre o trabalho no El Monaco, hotel de beira de estrada comprado por seus pais, e a presidência da Câmara de Comércio de White Lake, comunidade vizinha a Bethel.

    No livro e no filme, os eventos que se sucederam são narrados em ritmo alucinante – da chegada do helicóptero com os produtores do festival para vistoriar o local à invasão quase que imediata de milhares e milhares de hippies à pacata White Lake. Pela primeira vez em sua história, transformado no quartel-general dos organizadores, o El Monaco teve todos os quartos alugados; pela primeira vez, Tiber viu sua mãe distribuindo sorrisos em vez de grosserias, e também pela primeira vez na vida, o jovem judeu recebeu carinho do pai, que, doente, acabou morrendo um ano depois do festival.

    “Ele me abraçou lá e disse: ‘você me fez tão feliz’. Mas não pôde dizer ‘eu te amo’. Ele nunca disse. A mamãe também não, estava sempre ocupada contando o dinheiro”, lembrou Tiber em entrevista por telefone ao G1. Homossexual assumido, o autor de “Aconteceu em Woodstock” relata a seguir a sua própria versão do que aconteceram naqueles “três dias de paz e música” – e de muita ralação.

    Quarenta anos depois, o mundo está olhando novamente para Woodstock. Acha que ainda é difícil de as pessoas enxergarem o festival para além de seus clichês?
    Elliot Tiber -
    Grande parte das pessoas que viram o documentário [“Woodstock”, de 1970] ou ouviram falar, ao longo dos anos, pensam que se tratava de drogas e sexo. O que houve foram três dias de paz, música e amor. Não houve brigas ou assassinatos – e eram tempos conturbados, com a Guerra do Vietnã e [os EUA gastando dinheiro com] o homem na Lua. Mas não tínhamos crack, cocaína ou heroína naquele festival. As pessoas estavam usando maconha e ácido. Era um tempo de inocência. Eles se uniam e se ajudavam porque a comida e a água estavam acabando. Havia muita camaradagem e muita gente fazendo amor, claro. Era muita gente bonita tirando a roupa e se banhando no lago, então eles faziam amor.

    De que forma o seu livro e o filme de Ang Lee podem ajudar a jogar uma nova luz sobre o festival?
    Tiber -
    Minha história pessoal não tinha sido contada antes. São 40 anos [desde o festival] e ninguém sabe sobre isso. Estou recebendo ligações [de jornalistas] do mundo para explicar como ninguém tinha ouvido falar sobre mim quando se fala em Woodstock. E eu digo: não sei por que. Acho que deve ser por homofobia, eu sou gay e tenho dado entrevistas desde o aniversário de 20 anos [do festival]. Em cada uma delas, nunca mencionavam que foi um homem gay que salvou Woodstock, ignorava-se isso. Então, quando conheci Ang Lee, que tinha feito "O segredo de Brokeback mountain", o filme sobre os dois caubóis gays que ganhou um Oscar, eu queria ter certeza de que Hollywood tinha mudado, que o filme seguiria o livro. E ele me certificou disso e cumpriu.

    O filme é a minha história, a história de um jovem gay que tem um sonho e que trabalha para realizá-lo. Mostra que nem todos os gays são como os filmes mostravam - viciados em drogas, com distúrbios psicológicos, assassinos, lunáticos ou pior. Fala de um homem decente, bem-educado, com uma vida de trabalhador. É um filme muito bonito e engraçado, uma comédia. Quando olho para trás, para todos esses acontecimentos, os relato de uma forma divertida, mas na época era uma coisa caótica, deu muito trabalho. Eu estava frenético e as coisas estavam dando errado.

    Fala-se muito da importância de Woodstock para a liberação sexual, mas em especial de héteros. Qual foi o papel desse evento para o movimento gay?
    Tiber -
    Woodstock nos liberou. Devia haver pelo menos uns 50 mil ou talvez 100 mil gays e lésbicas no festival. De repente, eu estava cercado pela minha nação. Gays e lésbicas eram a segunda nação de Woodstock. Havia amor livre por todo lado, fiz amigos ali também e alguns namorados.

    Foi só então que eu me senti parte da raça humana, porque até ali eu achava que era o único [gay]. Cresci cercado por famílias, casais de héteros, meninos e meninas, me sentia totalmente isolado. Mas, de repente, pelas seis semanas em que fiquei envolvido com o festival, havia gays e lésbicas, e me relacionava com eles, me senti respeitado, ganhei autoestima e senti que era alguém que tinha algo a contribuir com a sociedade. E muitas pessoas ali, tanto gays quanto héteros, perceberam que poderíamos ter um mundo em que as pessoas se juntavam sem brigas, sem problemas de raça ou cor ou crença. Podiam se tornar uma só nação. E foi isso que ocorreu. Infelizmente, no final daquele verão, quando o festival acabou e todo mundo foi embora, foi o fim. Só alguns anos depois se começou a falar sobre isso e perceber o que realmente aconteceu. Agora há um foco enorme no aniversário de 40 anos, Woodstock se tornou um grande ícone.

    Diria que, politicamente, Woodstock foi a vitória definitiva dos gays?

    Tiber - Não. Foi uma vitória. Agora, mês passado, 40 anos depois, o presidente Obama convidou organizações de gays e lésbicas à Casa Branca para discutir direitos civis, casamento e igualdade para gays e lésbicas nesse país. Quarenta anos depois, a Focus Features – mesma produtora de “Taking Woodstock” – lançou o filme "Milk" [sobre o político e ativista gay de São Francisco Harvey Milk], reacordando a comunidade gay, que não sabia que pessoas morreram para poder ser livres, sair na rua e segurar na mão de um namorado ou de uma namorada sem ser preso. Eles não sabiam. E agora sabem. A comunidade jovem de gays e lésbicas por toda a América e também em todo o mundo está se inspirando para tentar conquistar direitos iguais – não só casamento, mas direitos como qualquer outro cidadão. Não sei como é no Brasil, mas espero que esteja igual.

    De volta ao rock’n’roll, o filme de Lee mostra poucas cenas do palco de Woodstock. Pessoalmente, você conseguiu ver as bandas e de que shows mais gostou?
    Tiber -
    O filme não mostra as bandas porque não é sobre isso. É sobre a minha jornada. E eu não fui muito ao festival, estava muito ocupado cuidando dos meninos e meninas que tinham se machucado ou que estavam com ‘bad trips’ de ácido. Mas eu podia ouvir a música alta do lugar onde estava. E consegui chegar ao lugar do show uma vez, quando um policial me levou em sua moto. Consegui ir ao backstage e conhecer Janis Joplin, Jimi Hendrix, Santana, Joan Baez. Muitos ficaram no meu hotel, El Monaco.

    Esses artistas também foram ao seu hotel?
    Tiber -
    Sim, eles vinham de moto ou a cavalo porque era o único lugar para se tomar um banho quente e que tinha uma piscina. Alguns ficaram lá, outros tinham trailers. Mas meu hotel era o quartel-general para Woodstock, havia 5.000 pessoas que trabalharam no festival circulando pelo hotel. Nem todos dentro: só 300 nos quartos, o resto em redes, carros, trailers, barracas e tudo o mais. E de fato conheci muitos deles. Minha favorita era Janis Joplin. Eu não conhecia ninguém dessa gente, não eram do meu mundo, mas os discos dela tocavam nas boates gays. Fui no backstage e lá estava ela bêbada, chapada, caindo no chão e eu a segurei nos meus braços. Conversamos – eu também estava chapado.

    Conheci também Jimi Hendrix, Richie Havens. Eu estava muito alegre, porque era outro mundo para mim. Agora, tenho estado no showbusiness por todos esse anos, conheço muitas celebridades, mas naquela época não, então era incrível para mim. Eu me sentia realizado por eles me receberem bem. Quando eu dizia quem era, eles me abraçavam como se fôssemos grandes amigos. Foi maravilhoso.

    O contrato de Woodstock foi realmente firmado à base de leitinho achocolatado, como Ang Lee sugere no filme?
    Tiber –
    Max Yasgur [o fazendeiro local e amigo de Tiber que alugou sua propriedade para o festival] era famoso pelo leite que produzia – e também pelo leite achocolatado, que foi oferecido para todo mundo. Era tão especial, era melhor que uísque. Então, eles beberam leitinho achocolatado, sim.

    Há um caso curioso no livro e no filme. Você relata que, no momento em que desceu do helicóptero, Michael Lang olhou e o chamou pelo nome, dizendo que eram amigos de infância. Mas você diz que não o conhecia. Quem está falando a verdade?
    Tiber –
    Eu não o conhecia! Há uma diferença de 10 anos entre a gente. Eu tinha 34 [em 1969] e ele 24, não sei por que ele disse isso. Ele morou na mesma rua que eu, mas em gerações diferentes. Ele disse que me conhecia, mas não sei por que. Perguntei a ele na semana passada, na pré-estreia do filme, e ele apenas gargalhou e disse: "cool, man, groovy!" [gíria da época que significava algo como: fica frio, cara, legal). É o que ele sempre diz! Tivemos uma conversa logo depois que ele viu o filme, ele me abraçou e disse: "é tão bonito, um filme maravilhoso! Parabéns a você e a todos nós". Então, acho que, para mim, ele já falou mais do que "cool" e "groovy". E até me apresentou a sua esposa, que eu não conhecia.

    Você retornou a Bethel nas décadas seguintes a Woodstock?
    Tiber -
    Voltei umas quatro ou cinco vezes. A fazenda foi dividida em duas partes. Uma tem o museu [em homenagem a Woodstock, inaugurado em 2008] e o centro de artes, e a outra é a casa da fazenda e o celeiro, que um amigo meu comprou. Então, visitei meu amigo. Ele promoveu alguns shows de reunião nos últimos anos. Cerca de 20 mil pessoas foram. Richie Havens, Michael Lang, Country Joe também foram. Foi um bom tempo. Mas tenho uma outra vida, não tenho nada a fazer lá hoje.

    O que está fazendo agora?
    Tiber -
    Sou escritor, comediante, faço palestras em universidades de todo o mundo falando de Woodstock, dou aconselhamento a jovens. E estou com um livro novo, que sai em abril, chamado "Palm trees in the Hudson River - The Mafia and Judy Garland". É um livro de memórias sobre o período em que convivi com Judy Garland [atriz de “Mágico de Óz”] em 1967. É uma prequela a Woodstock, terminei um dia antes que conheci Ang Lee. Seria ótimo fazer outro filme dali.

    No filme, seu relacionamento com a sua família parece um misto de amor e repressão, mas nunca de ódio. Quando não conseguia agradar seus pais, você parecia apelar para a ironia e para algo que você chamou de “a maldição dos Teichberg” – o sobrenome Tiber, na verdade, é uma abreviação de Teichberg. Isso mudou ao longo dos tempos?

    Tiber - Meus pais morreram. Minha mãe morreu em 1991, aos 97 anos, e meu pai morreu um ano depois do festival. Ele estava muito doente. Ele me abraçou lá e disse: “você me fez tão feliz”. Mas não pôde dizer “eu te amo”. Ele nunca disse. A mamãe também não, ela estava sempre ocupada contando dinheiro. Eram ambos lutadores, que vieram para a América na Primeira Guerra como refugiados. Não falavam a língua, trabalharam duro a vida toda e nunca se divertiram. Meu pai se divertiu pela primeira vez em Woodstock, minha mãe, nunca. Eu nunca me dei bem com ela até o dia em que ela morreu. Ela nunca aceitou a mim ou a meus namorados - eu tinha um namorado belga, ficamos juntos por 27 anos, e ela nunca soube o seu nome, sempre esquecia. Uns dias antes de morrer, meu pai veio a mim e disse: "eu quero que você vá em frente e tenha uma boa vida com seu amigo, sei quem você é, e tudo bem por mim." E eu fiquei chocado em ouvir isso.

    E a maldição Teichberg se refere ao fato de que minha família era toda de perdedores. Minha mãe nunca foi boa comigo, nunca me amou, nunca me abraçou, nunca demonstrou nada. Era uma família disfuncional e por isso eu chamava de uma maldição. O filme não mostra desse jeito porque não é um documentário. Se mostrassem tudo no livro seria um filme de 40 horas.

    Diria que, hoje, está livre da maldição?

    Tiber - Ah, sim, sim, claro. Construí minha própria vida, fui aceito no mundo todo, em Paris, Bruxelas, Roma, Amsterdã... Estudei com [os artistas] Mark Rothko e Kurt Seligman. Quando comecei a sair, fiquei amigo de Truman Capote, Tennessee Williams , Rock Hudson, Marlon Brando. Conheci muitas pessoas ao longo dos anos, atores, artistas. Vivi uma vida muito rica. E me livrei da maldição, isso é certo.

    40 anos do Festival de Woodstock

    Movimento hippie consolidou rebeldia

    pacífica da geração de 1960

    Há exatos 40 anos, numa certa fazenda de Bethel, perto de Nova York, milhares de jovens se reuniram para cantar, dançar e manifestar o que mais queriam do mundo naquele momento: paz. O festival de Woodstock foi a celebração de um movimento que se tornou símbolo da geração de 1960 e 1970: os hippies pautaram a moda, a literatura e a música. E causaram muitos problemas para as autoridades.
    O contexto do surgimento do movimento era de desconforto e inconformismo geral. A guerra do Vietnã, o legado da geração beat e a psicodelia se misturavam com a popularização da pílula anticoncepcional e a formação de uma nova esquerda. Entre os jovens do mundo, e principalmente dos EUA, a sensação era de que algo precisava ser feito, e rápido, para mudar o mundo. A palavra hippie veio da palavra "hip", que em inglês significa "ligado, atualizado".
    "O movimento hippie tinha por objetivo rebelar-se contra os valores instituídos pela sociedade e através do descondicionamento, chegar à existência autêntica, embasada pela formação de uma 'nova consciência'", explica a historiadora e especialista em história social Patricia Marcondes de Barros, em entrevista ao G1.

    O momento era de efervescência. Os autores Ken Goffman e Dan Joy escreveram no livro "Contracultura Através Dos Tempos" que, nessa época, “novas filosofias eram concebidas com quase a mesma frequência que minissaias” e que, em muitos momentos, “parecia que alguma espécie de prisão psíquica tinha sido aberta e todos os jovens estavam tentando escapar de lá.”

    Os padrões sexuais da época ainda consideravam o sexo antes do casamento um tabu e, as moradias mistas, ofensivas. Desafiadores, os novos esquerdistas eram claros em seu desprezo a qualquer paradigma ou regra do tipo. E essa postura os transformou na coisa mais sensual do campi.

    Hippies de Haight-Ashbury, nos anos 1960 (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

    “Enquanto a lógica militarista da Guerra Fria continuava firme na psique da maioria dos americanos durante o início da década de 1960, as soturnas tendências contraculturais autoritárias deixadas pela década de 1950 dos beatniks começaram a evoluir no sentido de um estilo mais alegre, absurdo”, escreveram Ken Goffman e Dan Joy. Enquanto isso, lojas vendiam colares, incenso e camisas indianas.

    Entre os muitos grupos de contracultura da época estavam os diggers - o nome vinha do movimento rural inglês do século XVII contra a propriedade privada. Eles acreditavam que o espaço da rua era essencial para interações e, para festejar a cultura hippie, promoveram em 1967 um evento chamado “Human Be-In”, divulgado como “reunião de tribos”, que reuniu 15 mil pessoas no Parque Golden Gate, no distrito Haight-Ashbury, em São Francisco, Califórnia. 

    Naquele ano, o “verão do amor” reuniu dezenas de milhares de jovens na região. Segundo os autores Ken Goffman e Dan Joy, “o que os garotos perdidos encontraram na ‘Capital do Sempre’ foi comida insuficiente, alojamento insuficiente, um núcleo superlotado de filósofos de rua hippies que só podiam oferecer conforto e conselhos, e muitas drogas.“ 

    Viagens e viagens

    Um dos pilares do movimento era o uso do maior número possível de diferentes tipos de drogas. Em 1962, por pressão da agência de inteligência dos EUA (a CIA), a Universidade de Harvard dispensou os pesquisadores Richard Alpert e Timothy Leary, que faziam estudos sobre substâncias alucinógenas. A demissão gerou uma onda de rebeldia e despertou o interesse de muitos estudantes.

    Um grupo de jovens se reuniu e escreveu a declaração de Port Huron, manifesto que definiu uma nova orientação de esquerda radical americana. O texto dizia, entre outras coisas: “Nós somos pessoas dessa geração, criados em conforto modesto, agora instalados nas universidades, olhando desconfortavelmente para o mundo que herdamos. [...] Solidão, estranhamento, isolamento descrevem a enorme distância que há hoje entre os homens. Essas tendências dominantes não podem ser superadas por uma melhor administração pessoal nem por aparelhos melhorados, mas apenas quando o amor do homem supera a adoração idólatra das coisas pelo homem.” 

    Os governos empreendiam batalhas contra o LSD, popularizado em letras de músicas. Logo começaria a repressão. “Em 1966, esse carnaval descontrolado de jovens selvagens estava começando a preocupar as autoridades, especialmente nos EUA. Para começar, segundo o FBI, eles eram aproximadamente mil fugitivos juvenis [...] se jogando em festas selvagens por toda a noite, com loucas luzes piscando, nudez, sexo, Hell’s Angels e cada vez mais gente balbuciando besteiras cósmicas”, escreveram Goffman e Joy.

    Camisetas são vendidas na fazenda de Bethel, onde aconteceu o Woodstock há 40 anos (Foto: Eric Thayer/Reuters )

    Uma reportagem da revista Time de 1967 citava um diretor de saúde pública de São Francisco dizendo que a cidade estava gastando US$ 35 mil por mês com tratamentos antidrogas para os mais de 10 mil habitantes hippies.

    Em maio de 1968, Paris explode em greves e manifestações. A morte de Martin Luther King piorou o clima entre os proeminentes movimentos pela luta de direitos para os negros. Nos EUA, conflitos foram registrados em 125 cidades; 40 pessoas foram mortas e mais de 20 mil presas.

    Legado hippie

    "Nós, nos anos 1960, antecipamos muitas das coisas que temos hoje, como a luta pelos direitos civis, pelos direitos das mulheres, a yoga. O movimento não acabou. Eu ainda moro numa comunidade hippie com as pessoas que conheço há 35 anos. Nós estudamos, trabalhamos, como todo mundo. E hoje o mundo sofre com o materialismo novamente", disse em entrevista ao G1 o jornalista John McCleary, autor de "The Hippie Dictionary" - inédito em português.

    Segundo a historiadora Patricia Marcondes de Barros, o movimento e suas principais manifestações foram absorvidos pela tecnocracia. "O próprio teor crítico com o qual o movimento buscou enfrentar o sistema acabou se banalizando sob a forma de produtos a serem vendidos e consumidos, alimentando a estrutura empresarial que se formou em torno de antigos slogans revolucionários."

    Mas, para ela, o legado hippie vai muito além das camisetas tie-dye. "A contracultura sessentista foi muito além do “verão do amor”. Sua ressignificação faz-se necessária para entendermos a amplitude e a importância do movimento. Houve, através dele, a inclusão dentro da história social das chamadas “minorias”: negros, mulheres e homossexuais. Também foi importante quanto aos assuntos tão em voga atualmente, como ecologia e sustentabilidade."

    40 anos do Festival de Woodstock

    Lembranças de Woodstock estimulam debate sobre gerações

     

    Com o aniversário de 40 anos de Woodstock, milhares de pessoas que tiveram a oportunidade de participar do festival estão saudosas. Harriet Fier era uma jovem cheia personalidade e opiniões, em 1969. Ao falar sobre o evento, ela não esconde o orgulho de ter participado do momento histórico.

    “Acho que uma parte da magia foi a espontaneidade. Acho que eles não esperavam 400 mil pessoas. Anunciaram o show, a coisa saiu do controle, mas continuou em ordem. Isso fez a diferença”, conta Fier, enquanto mostra para o filho Will Mantell, de 17 anos, uma foto com as amigas na época.

    A conversa logo se transforma em um debate sobre as diferenças entre as gerações. A mãe conta que se interessou pelo evento logo que recebeu o folheto, convidando para os três dias de shows. Já o filho acredita que dificilmente isso aconteceria de novo.

    “A geração de hoje é muito diferente. Não sei se eles eram mais ou menos inocentes. Só acho que nos anos 1960, tinha a música e a guerra contra o Vietnã. E agora a gente tem o Facebook e o MySpace. Essa é a cultura dos jovens de hoje”, analisa o jovem Mantell.

    “Entendi. Acho que a noção de comunidade de vocês é o Facebook, que é uma espécie de Woodstock virtual. A nossa noção de comunidade era estarmos todos juntos em um lugar só”, completa Fier.
    Enquanto conversa abertamente com o filho sobre as diferenças de opinião, ela lembra que nem sempre foi assim. “Eu não tinha nada em comum com os meus pais em termos de diversão, de música. O que eles gostavam não me dizia nada e o que eu gostava não dizia nada para eles. Mas hoje as coisas são diferentes”.

    Fonte: G1

    40 anos do Festival de Woodstock

    10 artistas essenciais para entender Woodstock

    Marco máximo do movimento hippie, o Festival de Woodstock foi um evento de paz, amor... e música. Durante os três dias do evento, que foi realizado entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969 em uma fazenda na comunidade rural de Bethel (NY), 31 atrações musicais passaram pelo palco do festival, incluindo apresentações lendárias como as do guitarrista Jimi Hendrix e a da cantora Janis Joplin. 

    Para comemorar o 40 anos de Woodstock, o G1 preparou uma seleção de músicas de dez artistas e bandas essenciais para entender o espírito da época.

    Clique aqui para ouvir o especial com músicas dos 10 artistas selecionados

    A lista inclui: "Evil ways" (Santana), "St. Stephen" (Grateful Dead), "Bad moon rising" (Creedence Clearwater Revival), "Piece of my heart" (Janis Joplin with The Kozmic Blues Band), "Dance to the music" (Sly and the Family Stone), "My generation" (The Who), "White rabbit" (Jefferson Airplane), "With a little help from my friends" (Joe Cocker), "Suite: Judy Blue Eyes" (Crosby, Stills, Nash and Young) e "Purple haze" (Jimi Hendrix).

    Confira a seguir, mais informações sobre os artistas de Woodstock:

     Jimi Hendrix em Woodstock. (Foto: AFP)

    Jimi Hendrix

    O guitarrista Jimi Hendrix encerrou Woodstock em grande estilo, tocando praticamente na manhã da segunda-feira (dia 18 de agosto), e foi um dos principais artistas a ajudar o festival a se tornar uma lenda da contracultura. Além de clássicos como “Purple haze”, “Foxy lady” e “Voodoo child”, o guitarrista (acompanhado de uma banda de transição entre a Experience e a Band of Gypsys) improvisou uma versão assustadora e eletrificada de “Star spangled banner”, o hino nacional americano, com direito a efeitos simulando tiros de metralhadora e bombas caindo. O gênio da guitarra acabou morrendo pouco mais de um ano depois, em setembro de 1970.

    Janis Joplin em Woodstock. (Foto: Reprodução)

    Janis Joplin

    Outro grande símbolo da geração hippie, Janis Joplin foi uma das principais estrelas do segundo dia do festival, no sábado (16). Acompanhada da sua Kozmic Blues Band, tocou um repertório que poderia funcionar perfeitamente como uma coletânea com suas melhores faixas até aquele momento, com “Piece of my heart”, “Summertime” e “Ball ‘n’chain”. Em fevereiro do ano seguinte, antes de lançar o álbum “Pearl”, Janis visitou o Brasil, onde teve um relacionamento com o roqueiro Serguei. Mas em outubro de 1970 morreria de overdose em Los Angeles, aos 27 anos – mesma idade de Hendrix.

    Jefferson Airplane em Woodstock. (Foto: Reprodução)

    Jefferson Airplane

    Os pioneiros da psicodelia de São Franscisco fecharam a programação do sábado em Woodstock, tocando após o Who. Contando com a formação clássica, que havia gravado o celebrado álbum “Surrealitstic pillow”, lançado em 1967, o Jefferson Airplane não esqueceu dos seus dois principais hits: “Somebody to love” e “White rabbit”, inspirada no livro “Alice no País das Maravilhas”. A formação com o cofundador Marty Blain durou até 1970, e depois de 1974, já sem a vocalista Grace Slick, a banda trocou de nome para Jefferson Starship – provavelmente tentado alçar voos mais altos.

    Joe Cocker em Woodstock. (Foto: Reprodução)

    Joe Cocker

    O cantor inglês, famoso pela sua voz rouca e pela performance exagerada, chegou ao festival de helicóptero para fugir dos congestionamentos e abriu a “noite” de domingo – começou a tocar às 14h. O repertório do show era baseado no disco “With a little help from my friends”. Sua interpretação visceral da música título, cover dos Beatles, levou Paul McCartney e George Harrison a autorizar versões posteriores de outras músicas da banda. Além da trilha de abertura da série “Anos incríveis”, Cocker tocou duas músicas de Bob Dylan (“Just like a Woman” e “I shall be released”) além de outro hit seu, “Feelin’ alright”, do grupo Traffic.

    Neil Young se apresenta no grupo Crosby, Stills, Nash and Young em Woodstock. (Foto: Reprodução)

    Crosby, Stills, Nash & Young

    O verdadeiro supergrupo da contracultura fez um show com dois sets diferentes – primeiro um momento acústico e depois uma parte eletrificada. Sempre encrenqueiro, Neil Young não participou direito dos shows, tocando em uma pequena parte do set acústico e se escondendo no momento elétrico. Ele não gostava das filmagens que estavam acontecendo, achava que atrapalhavam o público e a banda. Dividida em quatro movimentos, “Suite: Judy Blue Eyes” foi um dos destaques, ao lado de “Mr. Soul”, “Helplesly hoping” e “Long time gone”.

    O guitarrista Carlos Santana em Woodstock. (Foto: Reprodução)

    Santana

    O guitarrista mexicano Carlos Santana estava no começo da carreira quando tocou em Woodstock - havia lançado há pouco seu primeiro álbum, pela gravadora Columbia. Precursor do rock latino, Santana foi uma das principais revelações do festival. O repertório foi todo baseado no seu disco de estreia (suas faixas mais conhecidas, como “Samba pa ti”, só apareceriam em “Abraxas”, de 1970), com a clássica “Evil ways”, além de “Soul sacrifice” e “Jingo”.

    Sly and the Family Stone se apresentam em Woodstock. (Foto: Reprodução)

    Sly and The Family Stone

    Na fronteira entre a soul music e o rock psicodélico, o grupo contava com uma formação racial e sexual mista – algo praticamente inédito na época. Liderados pelo carismático e lisérgico Sly Stone, um dos compositores e produtores mais influentes da black music, botaram os hippies para dançar com grooves tirados de “Stand!”, um de seus álbuns mais bem sucedidos. Como no caso de Janis Joplin, o setlist soava como um “best of” da banda, com faixas como “Everyday people”, “Dance to the music”, “Sing a simple song” e “I want to take you higher”.

    Show do The Who em Woodstock. (Foto: Divulgação)

    The Who

    Os ingleses destruidores de instrumentos estavam no auge da forma quando tocaram em Woodstock, com direito a um set de 25 músicas que incluía clássicos (“My generation”), covers (“Summertime blues”) e a ópera-rock “Tommy” completa, executada na ordem original. Uma das lendas diz que o ativista do LSD Abbie Hoffman subiu ao palco no meio do show para “denunciar” a banda como “vendida”, mas foi expulso a guitarradas por Pete Towsend, que ainda aproveitou o episódio para compor a música “Won’t get fooled again”, de 1971.

    Grateful Dead em Woodstock. (Foto: Divulgação)

    Grateful Dead

    Talvez os maiores hippies de todos os tempos, o Grateful Dead já era uma instituição lisérgica em 1969, começando a atrair seus primeiros seguidores fiéis, os “deadheads”. Pouco tempo antes de embarcar em uma viagem voltada ao folk em discos como “American beauty”, a banda tocou em Woodstock no auge da sua fase mais ácida . Como qualquer show com menos de três horas e meia seria curto para o Dead, foram apenas quatro músicas – “St. Stephen”, “Mama tried”, “Turn on your love light” e a sempre quilométrica “Dark star”.

    O Creedence Clearwater Revival na década de 1960. (Foto: Divulgação)

    Creedence Clearwater Revival

    A fábrica de hits californiana (que soava como se tivesse vindo da blueseira Louisiana) teve o azar de se apresentar logo após o Grateful Dead. Por conta das longas jams do Dead, o Creedence Clearwater Revival imaginou que a maior parte dos fãs tinha ido dormir, mas o fato é que o guitarrista e líder, John Fogerty, achou a apresentação do próprio grupo abaixo da média e proibiu a banda de entrar para o documentário do festival. Ainda assim o setlist é recheado de pérolas como “Bad moon rising”, “Proud Mary” e “Susie Q”.

    40 anos do Festival de Woodstock

    Compositora do ‘hino de Woodstock’

    viu o festival pela TV

     

    Como “marco de geração” que se preze, Woodstock tem direito ao seu próprio hino. “Woodstock”, a música, foi escrita por Joni Mitchell e ficou famosa na voz de Crosby, Stills Nash & Young, em 1970. Versos como “quando chegamos em Woodstock/ Nós tínhamos a força de meio milhão/ E por toda a parte, uma música e uma celebração” são lembrados com carinho pelos frequentadores do festival. Só que existe um porém: Mitchell não esteve em Woodstock.
    A cantora folk canadense recusou o convite porque tinha uma aparição marcada para o programa de TV “The Dick Cavett show”, e acabou acompanhando o festival pela televisão em seu quarto no hotel. A letra foi escrita com base nas histórias contadas pelo seu namorado, Graham Nash, que se apresentou em Bethel. “A impossibilidade de ter ido ao festival me deu um ângulo intenso sobre Woodstock”, disse a compositora na época.

    Mitchell não está sozinha nas fileiras dos artistas convidados que desistiram (ou não conseguiram chegar ao) do festival. Uma das ausências mais lembradas é do The Doors, e as versões do motivo da sua falta são as mais variadas, e costumam recair sobre o vocalista Jim Morrison.
    Alguns relatos dão conta que o cantor tinha medo de que tentassem matá-lo, outros falam que ele não gostava de festivais a céu aberto e muito menos de hippies. Uma história mais prosaica seria de que a banda ficou presa no congestionamento monstruoso que aconteceu nos segundos e terceiros dias de Woodstock –mas o baterista John Densmore pode ser visto no palco nas gravações do show de Joe Cocker no domingo.
    Azar de verdade teve o Iron Butterfly – a banda sul-africana havia viajado para os EUA para tocar no festival, mas não conseguiu um helicóptero que os levasse para o palco. Uma das histórias diz que o empresário da banda, dona do hit “In-A-Gadda-Da-Vida” (um épico de 17 minutos de 1968), ligou para a organização e exigiu que um helicóptero viesse buscar o grupo, que subiria ao palco e tocaria imediatamente e que depois do show seria levado de volta ao hotel.
    A organização falou que retornaria a ligação avisando se seria possível atender às suas exigências – mas o telefone não voltou a tocar. O baterista Ron Bushy admitiu, anos depois, que ter tocado em Woodstock teria sido importante para a banda, que acabou pela primeira vez em 1971. “Com certeza teria mudado a nossa carreira”.
    Outras bandas mais famosas também fugiram do festival graças aos empresários, como foi o caso do Led Zeppelin. A gravadora e o promotor norte-americano do grupo de Jimmy Page gostavam da ideia, mas Peter Grant declinou o convite. “Em Woodstock nós seríamos apenas mais um nome na lista de shows”. A banda seguiu incólume com sua turnê pelo país, atraindo multidões aos ginásios onde se apresentava, tocando em New Jersey no mesmo fim de semana do festival.
    O Jethro Tull também preferiu não entrar na lista de bandas – apesar de até hoje o vocalista e flautista Ian Anderson ouvir relatos de fãs sobre seu show em Woodstock. Anderson já foi citado dizendo que não queria “passar um fim de semana em uma fazenda cheia de hippies sem banho”.
    Dentre os artistas convidados que não tocaram naquele fim de semana em 1969 (a lista ainda inclui Bob Dylan e Moody Blues, entre outros) e que mais pareceram arrependidos estão os Byrds. O grupo de folk rock californiano, já na sua fase country, declinou porque os integrantes queriam descansar da última turnê.
    Mas o arrependimento não foi pela diferença que o show teria feito em sua carreira, mas por terem perdido a grande experiência de sua geração, explica o baixista John York. “No final, todos dissemos ‘não’ (para a oferta) e fomos descansar, e acabamos perdendo o festival mais divertido de todos”.

    Fonte: G1

    August 27

    Pop

    Morre Ellie Greenwich,

    compositora do hit dos anos 60 'Be my baby'

     

     

    Ellie Greenwich, coautora de diversos hits da música pop, como ''Do wah diddy diddy", ''Be my baby", "Chapel of love" e "Leader of the pack", morreu nesta quarta-feira (26) aos 68 anos de ataque cardíaco em um hospital de Nova York, onde ela estava se tratando de uma pneumonia, de acordo com a sua sobrinha, Jessica Weiner.

    Membro do Hall da Fama dos Compositores, Ellie fez sucesso ao se juntar ao ex-marido, Jeff Barry, e ao produtor Phil Spector.

    Juntos, eles compuseram canções como "Be my baby" e "Baby, I love you"

     
    Canal no youtube: manu2047
    para as Ronettes; "Then he kissed me" e "Da doo ron ron" para o Crystals; "Chapel of love" para o Dixie Cups; "Christmas (Baby please come home)" para Darlene Love, e "River deep, mountain high" para Ike e Tina Turner.  

    Nascida no Brooklyn, ela começou a carreira em shows de talentos ainda na infância e chegou a formar o seu próprio grupo, batizado de The Jovettes, na adolescência. Na faculdade, trabalhou com os compositores Jerry Leiber e Mike Stoller.

    Como arranjadora e cantora, Ellie trabalhou com grandes artistas, incluindo Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. Ela ainda ajudou Neil Diamond no início da carreira e foi coprodutora de seus primeiros hits, como "Cherry, cherry" e "Kentucky woman".

    August 20

    Beatles

     
    Os estúdios Disney e o cineasta Robert Zemeckis produzirão uma versão em três dimensões do filme de animação dos Beatles "Yellow submarine", com data de estreia prevista para 2012, informou nesta quarta-feira (19) a revista "Variety".

    Para viabilizar o projeto, foram necessários meses de negociações até que fossem conseguidas as permissões para retomar o psicodélico filme de 1968, para o qual a banda inglesa emprestou sua imagem.

    Zemeckis, diretor conhecido por "Forrest Gump - O contador de histórias" (1994) e pela saga "De volta para o futuro", utilizará em "Yellow submarine" a mesma tecnologia de "live action" em 3D empregada para seu próximo projeto de natal, "A christmas carol".

    O diretor terá acesso a 16 canções dos Beatles para compor o argumento do filme, entre elas "Baby you're a rich man", "All you need is love", "When I'm 64", "Lucy in the sky withdDiamonds" e "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band".

    A história do filme original, dirigido por George Dunning, se passava em Pepperland, um paraíso submarino protegido pela Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band até que a banda é capturada pelos Blue Meanies, o que precisa ser desfeito pelos Beatles em seu submarino.

    A Disney acredita que terá a produção pronta para estrear na grande tela em meados de 2012, coincidindo com os Jogos Olímpicos de Londres.

    Fonte: G1

    I’ve had the time of my life…

    I’ve had the time of my life… And will have it again!

    Baby (Jennifer Grey) e Johnny (Patrick Swayze)

    De todos os remakes que são feitos hoje em dia, os que eu realmente gostaria de ver sendo feitos são os mais populares dos anos 80. Porém, com a mesma “liberdade” que existia na época… Sem tanta preocupação com o politicamente correto, com a censura, com as bilheterias.

    Por exemplo… De acordo com o ProductionWeekly, a Lionsgate vai produzir um remake de Dirty Dancing, clássico de 1987 — que tem Jennifer Grey, antes da cirurgia do nariz e portanto sensacional, numa cena antológica no lago — e já contratou Julia Dahl para escrever o roteiro.

    A história, pra quem vive em outro mundo, é sobre uma garota, Baby, que vai para um acampamento de verão com a família e tem aulas de dança com Johnny Castle. Só que ele, nas horas de folga, dança mais edificantemente, por assim dizer, com dançarinas pra apresentações e, quando uma delas precisa se ausentar, é “substituída” por Baby… Aí causa a maior treta do universo com a família… ENFIM.

    DUVIDO que o filme será tão… “Ritmo Quente” quanto o original, que a cena lá em cima existirá… Mas tou curioso pra saber quem é que vai interpretar os protagonistas. Aguardemos.

    Fonte: *Judão

    August 19

    unha cinza?

    por: mayara geraldini

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    Uma das coisas que eu queria dar uma procurada aqui em Londres (estou de férias e fazendo cursos na cidade) era o esmalte cinza, ainda nem tão comum, mas uma das minhas apostas para o verão e quem sabe para o próximo inverno também. Faz um tempinho que ele apareceu como tendência cool, mas agora vai hein…

    Tem um ar grunge, meio Kate-Moss-kinda-look. Para quem gostou e ainda não achou um esmalte cinza opaco por aí, o blog Mão Feita ensina uma mistura super legal e que deu super certo. Vai lá para ver.

    Apesar que o estilista Reinaldo Lourenço, que sempre desenvolve cores junto com a Risquè, lançou a pouco tempo a cor Arábia, um cinza claro e opaco.

    Apesar de não ter tanto talento na hora de fazer a unha, pintei sozinha com esse esmalte. Um tom mais escuro. E aí gente? Gostaram? Será que o esmalte cinza vai ser o novo azul?

     

     

     

     

     

     

     

     

    Fonte: FashionGirl

    August 18

    40 anos do Festival de Woodstock





    "O que você faria se eu cantasse fora do tom?", pergunta a letra da canção "With a little help from my friends". A música dos Beatles que ganhou interpretação de Joe Cocker resume o espírito de Woodstock, festival que reuniu quase meio milhão de pessoas em uma fazenda em Bethel, perto de Nova York, entre os dias 15 e 17 de agosto de 1969.

    Ao lado de Cocker, então praticamente desconhecido, 32 atrações - incluindo artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Santana, Sly & the Family Stone, The Who, entre outros - ajudaram a compor a trilha sonora de um evento que se tornaria lendário. Muitas bandas se separaram ou seus integrantes morreram, mas Woodstock é ainda um dos marcos que definem os anos 60 no imaginário popular.

    Os moradores de Middletown (Wallkill) não quiseram que o evento fosse realizado lá. Na última hora, os organizadores - Michael Lang, John Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld - tiveram de encontrar um outro local para os shows. Como se sabe, o evento acabou acontecendo em Bethel, comunidade rural a 145 km de Nova York, mas beirou o desastre total.

    As cercas foram derrubadas, e logo os ingressos, vendidos a US$ 18, se tornaram inúteis. Woodstock, então, passou a ser um "concerto livre". A organização esperava receber 200 mil pessoas ao longo dos três dias, mas em vez disso 400 mil fãs causaram congestionamentos quilométricos na região. E, para completar, as chuvas transformaram a fazenda em uma imensa poça de lama.

    Poderia ter sido uma calamidade, mas o que se viu foi uma geração formada por estudantes, artistas, trabalhadores e doidões de LSD celebrando a paz, o amor e a música - um cenário que acabou se tornando símbolo do lado alegre da década de 1960, em meio à irritação e aos protestos pela Guerra do Vietnã.

    10 meses de planejamento

    "Havia essa impressão de que era um lindo campo, que uma porção de gente apareceu, algumas bandas estavam na área, ergueram um palco e tocaram", disse Michael Lang em uma entrevista à Reuters. "Na verdade, levou 10 meses para planejar."

    Ele e seus parceiros buscaram a ajuda da Corporação de Engenheiros do Exército para a parte da logística. "Mas eles devem ter percebido o que estava acontecendo. Eles cancelaram uma reunião no Pentágono um dia antes, por isso fomos deixados por nossa conta", disse Lang.

    No momento em que a Guerra do Vietnã estava no auge e o movimento contra o conflito dividia os Estados Unidos, principalmente separando as gerações, é talvez pouco surpreendente que os militares não quisessem se envolver com o que estava sendo visto como um festival hippie.

    "Woodstock foi a realização de um sonho, mas não foi frustrante. Gostei de resolver problemas. Na época era excitante, não havia um plano e nós íamos resolvendo conforme as coisas aconteciam", afirmou. "Havia uma porção de semelhanças com o que está acontecendo agora no mundo. Foi a época do primeiro movimento no planeta, o movimento ecológico, que foi muito importante para nossa geração", acrescentou.

    Parte da multidão que foi a Woodstock, em 1969. Estimativas dão conta de que mais de 400 mil pessoas estiveram lá. (Foto: AP)

    Aquele verão 40 anos atrás também foi notável porque o homem caminhou na Lua pela primeira vez e os EUA ficaram horrorizados com Chappaquiddick, o acidente envolvendo o carro dirigido pelo senador Edward Kennedy, que resultou na morte de uma jovem que estava com ele, e os assassinatos de Charles Manson.

    Lang, que ainda hoje trabalha como produtor musical e promotor de eventos, também organizou concertos no 25º e 30º aniversários de Woodstock, com a presença de artistas mais contemporâneos. Mas de Richie Havens, que abriu o Woodstock original, a Jimi Hendrix, que o encerrou, é dos músicos que ele mais se recorda.

    "Houve três surpresas -- Joe Cocker, desconhecido na época; Carlos Santana -- você sabia que um superstar estava nascendo. E Sly Stone. Fiquei num canto do palco e vi todos eles", disse Lang.

    Sobreviventes

    Quatro décadas depois, sobreviventes de alguns dos atos promovidos em 1969 vão novamente ocupar o palco do que era a fazenda de leite Yasgur, mas hoje é o Bethel Woods Center for the Arts, no norte do Estado de Nova York.

    O show "Heróis de Woodstock", neste sábado (15), terá Levon Helm Band, Jefferson Starship, Ten Years After, Canned Heat, Big Brother e a Holding Company e Country Joe McDonald.

    Fonte: G1